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Mercedes decide assinar novo Pacto da Concórdia, mas se garante na F1 só até 2021

A Mercedes segue fazendo jogo para assinar o novo Pacto da Concórdia. De acordo com o site F1-Insider, o time aceita assinar os temos do acordo, mas não se compromete a longo prazo na Fórmula 1

12 ago 2020
08h16
atualizado às 08h21
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Lewis Hamilton chegou a liderar a prova, mas ficou em segundo
Lewis Hamilton chegou a liderar a prova, mas ficou em segundo
Foto: AFP / Grande Prêmio

O novo Pacto da Concórdia continua gerando especulações e temores no paddock da Fórmula 1. A Mercedes, por exemplo, se mostrou incerta sobre endossar o novo acordo sobre o documento que rege as relações comerciais e a distribuição de receita na categoria. Contudo, de acordo com o site alemão F1-Insider, a equipe hexacampeã do mundo decidiu que vai seguir na Fórmula 1 e assinar o Pacto.

Entretanto, a equipe de Brackley vai garantir sua permanência no grid apenas até o fim da temporada 2021, sem se comprometer inicialmente a um acordo de longo prazo.

A publicação ainda afirma que a Red Bull colocou cláusulas de saída no novo acordo de cinco anos com a Fórmula 1 que, por enquanto, segue na fase inicial. Isso significa que a Mercedes pode, neste caso, vender a equipe e a fábrica no final de 2021 sem precisar pagar uma multa.

Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, segue fazendo jogo para assinar o novo Pacto da Concórdia
Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, segue fazendo jogo para assinar o novo Pacto da Concórdia
Foto: Mercedes / Grande Prêmio

A escolha pelo fim do próximo ano tem relação com o congelamento de desenvolvimento dos carros após a crise do novo coronavírus. A Fórmula 1 optou por manter o mesmo regulamento e, desta maneira, limitar os gastos das equipes que sofreram baixas financeiras durante o início deste ano.

A pandemia também levou o Liberty Media, empresa dona dos direitos comerciais da F1, a adiar a ampla revolução que a categoria pretendia implantar para o ano que vem, com a adoção de especificações completamente novas do carro, regulamentos técnico e esportivo, para 2022.

Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, quer evitar a assinatura do acordo neste fim de semana, durante o GP da Espanha. O dirigente alega que a distribuição de receitas no novo Pacto da Concórdia favorece as rivais Ferrari e Red Bull.

A Fórmula 1, por outro lado, não quer adiar por mais tempo a assinatura do contrato básico e pretende assegurar as bases junto com as dez equipes do grid para a próxima temporada.

Grande Prêmio
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