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Haas anuncia manutenção de Schumacher e Mazepin para 2022 apesar das rusgas

A Haas aproveitou o fim de semana do GP da Rússia para confirmar que mantém a dupla de pilotos atual para o ano que vem mesmo após dúvidas

23 set 2021 05h29
| atualizado às 06h02
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Apesar de desentendimentos, Nikita Mazepin e Mick Schumacher seguem na Haas em 2022
Apesar de desentendimentos, Nikita Mazepin e Mick Schumacher seguem na Haas em 2022
Foto: Haas F1 Team / Grande Prêmio

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O grid da Fórmula 1 na temporada 2022 vai se fechando de vez nestes últimos meses do ano. Nesta manhã de quinta-feira (23), foi a vez de a Haas confirmar que mantém Mick Schumacher e Nikita Mazepin para a temporada 2022 do Mundial. Os novatos deste ano viveram as dificuldades do que é o pior ano da história da equipe originária dos Estados Unidos, mas terão a chance de passar, junto ao time, à transformação que a F1 tem no ano que vem.

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"Sabíamos que queríamos continuidade em 2022 e estou feliz em confirmar exatamente isso com Mick Schumacher e Nikita Mazepin competindo pela Haas no ano que vem. 2021 proporcionou aos dois pilotos a chance de aprender a Fórmula 1 e, como estreantes, eles fizeram muito isso neste ano. Certamente foi uma temporada difícil com o pacote que tínhamos, mas, ao mesmo tempo, os dois abraçaram o desafio e trabalharam com a equipe para aprender nossos processos e se adaptar aos rigores de uma temporada de F1, tanto interna como externamente", declarou o chefe de equipe da Haas, o italiano Guenther Steiner.

Nikita Mazepin e Mick Schumacher: apesar dos sorrisos, os dois não andam se bicando nas últimas semanas (Foto: Haas)

"Agora, enquanto focamos na temporada 2022, estamos confiantes de que podemos seguir em frente como equipe e dar a Mick e Nikita um pacote competitivo para dar o próximo passo em suas carreiras na Fórmula 1", acrescentou o dirigente.

Filho do lendário Michael Schumacher, Mick ressaltou o aprendizado e a animação para seguir trabalhando com a confiança de viver em 2022 um ano muito melhor com a chegada da revolução da Fórmula 1 e, consequentemente, a perspectiva de uma nova era também para a Haas.

"Estou vivendo um sonho por fazer parte do grid da F1. O primeiro ano junto com a Haas é muito empolgante e instrutivo, e tenho certeza que posso trazer toda a experiência que acumulei para o ano que vem. Novos regulamentos técnicos, a ambição impressionante de toda a equipe e o apoio da Ferrari, claro que acredito que tudo isso vai nos deixar mais próximos do grid na temporada 2022 e vamos poder lutar por pontos", disse o alemão.

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"Estou ansioso para fazer parte de uma equipe que está cada vez mais forte e vou fazer tudo o que puder do meu lado para nos levar adiante. Por fim, gostaria de agradecer à Academia de Pilotos da Ferrari pela confiança que seguem me dando e pelo suporte que me dão ao longo dos anos", complementou Mick

Mazepin, por sua vez, foi bem mais sucinto na sua declaração veiculada pela equipe de Kannapolis. "Estou muito animado para o ano que vem, para o novo carro e simplesmente por ter a oportunidade com a Haas e crescer junto com eles. Acho que vamos nos sair mais fortes no ano que vem".

Manter Schumacher e Mazepin era o plano original da Haas — e os dois já tinham acordo para o ano que vem —, mas as circunstâncias foram dificultando a situação. Inicialmente, o desempenho muito ruim empurrou a equipe para o último lugar do Mundial de Construtores. Era algo esperado, já que a Haas, na tentativa de poupar dinheiro para as mudanças do novo carro em 2022, foi a única equipe que evitou usar os tokens de desenvolvimento permitidos pela FIA para este 2021. O carro é basicamente igual ao do ano passado, que já era bem ruim, com apenas os ajustes exigidos pela regra.

Tudo ficou pior conforme o Mundial mostrou o salto da Williams, que já anotou até pódio neste ano, e da Alfa Romeo, que segue muito superior à Haas apesar de contar somente com três pontos na classificação.

A situação piorou, porém, com o esfarelamento das relações entre os pilotos. O primeiro desentendimento público veio no GP do Azerbaijão, quando Mazepin jogou o carro para cima de Schumacher na tentativa de evitar uma ultrapassagem. As coisas pareciam um tanto mais calmas nas semanas seguintes, até que a situação se repetiu na Holanda.

Mick Schumacher à frente de Nikita Mazepin: é o normal da Haas 2021 (Foto: Haas)

Inicialmente, os dois se desentenderam na classificação, quando Mazepin se sentiu trancado por Schumacher e tentou fazer um movimento para driblar o companheiro na abertura da última volta rápida. Mas a jogada brusca do carro no russo criou problemas para Sebastian Vettel, que vinha atrás e precisou praticamente sair da pista para evitar um acidente. Mazepin chegou a dizer que tinha ficado puto da cara com a situação, enquanto Schumacher garantiu que tinha permissão da equipe e não fez nada demais.

No domingo, logo na primeira curva da corrida - na qual Mick largou na frente -, um toque entre os dois mandou o piloto alemão para os boxes com uma quebra na asa dianteira. Antes do russo abandonar, ainda haveria o momento que foi pego pela câmera onboard e rodou o mundo. Schumacher encostava em Mazepin na reta, mas o russo se moveu para dentro no momento exato para quase arremessar Mick contra o começo do muro do pit-lane.

Mazepin e Schumacher têm protagonizado muitos embates e colecionam rusgas em 2021 (Foto: F1/Twitter)

O chefe Guenther Steiner chegou a falar que conversaria novamente com os dois após a corrida, e Mazepin, que disse que tudo isso aconteceria de novo. Depois, em Monza, os dois se tocara e, aí, Mazepin assumiu a culpa. De qualquer forma, a situação entre os dois é muito complicada.

Mick gostaria de tentar uma mudança para a Alfa Romeo, até porque sabe que a Haas precisa do dinheiro de Mazepin - a empresa do pai, Dmitry Mazepin, é a Uralkali, gigante russa da indústria química e patrocinadora da equipe. Mas as portas da rival ítalo-suíça estão cheias demais neste momento para apenas uma vaga, visto que a outra já é de Valtteri Bottas.

Schumacher terminou na frente de Mazepin em 11 das 14 corridas do ano até aqui e tem sido superior ao companheiro a olhos vistos. Mazepin é um caso específico da F1 neste primeiro ano: teve um caso de assédio sexual pego em vídeo antes mesmo de assumir o carro e foi constantemente pivô de problemas e reclamações de outros colegas ao longo do ano. Mesmo assim, fica com a vaga.

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