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Fórmula 1

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F1: Mercedes investiga perda de desempenho de Russell nas retas no GP da Grã Bretanha

Toto Wolff revela que equipe ainda não encontrou explicação para a desvantagem do britânico em Silverstone

9 jul 2026 - 14h50
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Foto: F1/Divulgação

O chefe da Mercedes, Toto Wolff, afirmou que a equipe está investigando o problema de velocidade máxima que prejudicou George Russell na qualificação do GP da Grã-Bretanha de F1. O piloto ficou quase quatro décimos atrás de Kimi Antonelli, perdendo a maior parte desse tempo na reta Hangar, onde o italiano foi, em média, cerca de 6 km/h mais rápido.

A diferença de velocidade entre os companheiros de equipe das Flechas de Prata também apareceu na qualificação da sprint, embora de forma menos evidente, e voltou a ser observada na corrida, quando caiu para cerca de 3 a 4 km/h. Porém, a telemetria não indicou uma causa exata, já que os dois pilotos utilizaram estratégias semelhantes de recuperação de energia no trecho entre Maggots e Becketts.

Wolff disse que a Mercedes teria que conduzir uma investigação mais aprofundada sobre o problema, já que não havia nenhuma diferença aparente no nível da unidade de potência. O chefe de equipe afirmou que Russell enfrentou dificuldades nas retas durante todo o fim de semana e, mesmo que os dados confirmem a perda de desempenho, a causa ainda é difícil de identificar, com a suspeita de um problema mecânico, possivelmente relacionado ao arrasto do carro.

Depois da sessão qualificatória do sábado, o britânico revelou não entender a origem da perda de desempenho. Seu carro registrava cerca de 6 km/h a menos no último setor e 3 km/h no trecho intermediário em comparação aos outros pilotos com o motor Mercedes, representando alguns décimos por volta. Russell acrescentou que a equipe chegou a pensar que havia encontrado a causa do problema, mas descartou essa hipótese após análises. Para ele, perder cerca de 5 km/h nas retas torna impossível competir.

Ao se recuperar de uma parada extra nos boxes e terminar a corrida em Silverstone em segundo lugar, ele admitiu que também precisa evoluir para desafiar Antonelli na disputa do campeonato.

"A sensação foi boa, mas os tempos de volta foram lentos. Como eu disse, houve coisas fora do meu controle que contribuíram muito para isso, e coisas que estavam sob meu controle", afirmou o britânico.

Russell destacou também que, apesar do pódio, deixou o GP da Grã-Bretanha menos satisfeito do que em outras etapas, por ainda estar em processo de adaptação ao carro da Mercedes. Ele reconheceu que precisa evoluir ao lado da equipe para maximizar o desempenho, especialmente diante da disputa equilibrada com a Ferrari, que também segue na briga pelas primeiras posições.

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