Script = https://s1.trrsf.com/update-1781903735/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Fórmula 1

Publicidade

F1: Ex-diretor técnico da categoria aponta causa dos acidentes de Verstappen

Gary Anderson afirma que problema da Red Bull está na janela aerodinâmica do carro, e não apenas no novo conceito de asa

8 jul 2026 - 08h47
Compartilhar
Exibir comentários
Foto: Divulgação / Red Bull Content Pool

A investigação da FIA sobre as asas traseiras rotativas de Ferrari e Red Bull ganhou um novo capítulo com a análise do ex-diretor técnico Gary Anderson. Para o engenheiro, o principal problema por trás dos acidentes de Max Verstappen na Áustria e na Grã-Bretanha não está no conceito da chamada "asa Macarena", mas na forma como a Red Bull explora os limites aerodinâmicos do RB22.

Segundo Anderson, o sistema utilizado pela equipe austríaca apenas potencializa uma característica já presente no carro. O verdadeiro problema seria a janela de funcionamento extremamente estreita da aerodinâmica, especialmente durante a transição entre a asa aberta e fechada em curvas de alta velocidade.

O especialista explica que, embora a asa feche mecanicamente dentro do tempo exigido pelo regulamento, o fluxo de ar precisa de alguns instantes para voltar a se estabilizar sobre o componente. É justamente nesse intervalo que Verstappen teria perdido a traseira nas curvas 9, na Áustria, e Stowe, em Silverstone.

Na visão de Anderson, o desenho da asa traseira da Red Bull exige uma transição muito mais rápida do fluxo de ar do que o sistema convencional utilizado pela maior parte do grid, tornando o carro mais sensível em situações-limite.

Para resolver o problema, o engenheiro acredita que a Red Bull precisará encontrar um compromisso entre desempenho e segurança. Entre as alternativas estão reduzir o ângulo da asa traseira, acelerar o fechamento do sistema ou até sacrificar parte da carga aerodinâmica para ampliar a margem de funcionamento do conjunto.

Anderson também avalia que a mesma característica pode explicar a falta de consistência do RB22 em algumas sessões de classificação, quando Verstappen costuma pilotar no limite com pouco combustível.

Enquanto isso, a FIA segue analisando o funcionamento das asas traseiras da Ferrari e da Red Bull para determinar se serão necessárias novas verificações técnicas ou mudanças no regulamento antes do restante da temporada.

Parabólica
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra