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Fórmula 1

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F1: FIA faz investigação de segurança em asas Macarena de duas equipes

Acidentes de Verstappen na Áustria e na Grã-Bretanha levantam preocupações sobre conceito utilizado por Red Bull e Ferrari.

7 jul 2026 - 16h57
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Foto: Divulgação / F1

Após preocupações com a segurança levantadas pelo acidente de Max Verstappen no GP da Grã-Bretanha de Fórmula 1, a Federação Internacional do Automobilismo está em negociações com a Red Bull e a Ferrari sobre o design de suas asas “Macarena”, abrindo uma investigação de segurança. O holandês rodou e foi parar na brita no final da corrida em Silverstone no último fim de semana, devido a um problema com sua asa traseira.

Embora os detalhes do incidente não tenham sido revelados, Verstappen não ficou surpreso, já que o problema aconteceu apenas uma semana depois de um problema com o sistema de reconexão do fluxo de ar o ter lançado para fora da pista na penúltima curva da qualificação na Áustria. Após o GP da Grã-Bretanha, Verstappen afirmou que ficou irritado por considerar a situação extremamente perigosa, destacando que teve sorte em ambos os acidentes.

A Red Bull ainda está investigando o que aconteceu em Silverstone. Laurent Mekies, chefe da equipe, prometeu que fará "tudo o que for necessário para garantir a segurança" na próxima corrida, na Bélgica. Isso poderia significar o retorno do design mais convencional da asa, utilizado no início da temporada.

A decisão dependerá da confirmação de uma possível ligação entre os problemas em Spielberg e em Silverstone com o novo conceito, ou se outros fatores estiveram envolvidos. Porém, Mekies ressaltou que ainda é cedo para chegar a qualquer conclusão, relembrando que a Red Bull utiliza o design desde o GP de Miami. Segundo o chefe da equipe, todas as possibilidades seguem em aberto até que a origem da falha seja totalmente esclarecida.

Com os acidentes de Verstappen preocupando a FIA, a entidade deve intervir na situação. De acordo com o The Race, a preocupação com segurança motivou a busca por um melhor entendimento dos projetos de asas rotativas. Embora os designs da Ferrari e da Red Bull sejam muito diferentes, ambos foram desenvolvidos com o mesmo objetivo: ao se inverter, a asa reduz drasticamente o arrasto e ainda pode gerar uma pequena quantidade de sustentação para diminuir a resistência ao rolamento.

Inicialmente, as duas equipes tiveram seus projetos aprovados pela FIA e tiveram que provar que não havia riscos à segurança. As próximas discussões devem analisar o comportamento das asas, que devem fazer a transição entre o Modo Reta, quando abertas, e o Modo Curva, quando fechadas, em 400 milissegundos.

As negociações de segurança vão determinar se a FIA está satisfeita com a garantia da Ferrari e da Red Bull de que não haverá novos problemas com o conceito no futuro, ou se a entidade precisará intervir e tomar medidas. Entre as possibilidades, está a aplicação de soluções mecânicas ou ajustes no comportamento da asa nas entradas das curvas para reforçar sua segurança.

As regras atuais determinam que, em caso de falha no sistema, a asa deve retornar automaticamente à posição segura definida pelo regulamento. Caso os acidentes recentes sejam considerados suficientes para justificar uma mudança por motivos de segurança, a FIA poderá proibir esse tipo de design, principalmente perante a possibilidade de outras equipes, como a McLaren, também adotarem projetos semelhantes nas próximas temporadas.

O órgão regulador tem o poder de proibir qualquer carro de participar de uma corrida de F1 se considerar que ele possui uma peça que seja insegura. O artigo C1.2 do regulamento técnico estabelece: "Os comissários podem proibir a participação de um veículo cuja construção seja considerada perigosa. Caso as informações relevantes se tornem evidentes durante uma sessão, tal decisão poderá ser aplicada com efeito imediato".

Apesar dos problemas enfrentados pela Red Bull com a asa “Macarena”, a Ferrari não registrou nenhum incidente significativo desde que começou a utilizar o conceito. A diferença entre os projetos das duas equipes será um dos pontos considerados pela FIA antes de definir os próximos passos em relação à segurança da solução.

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