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VW planeja congelar salários até 2030, afirma conselho de trabalhadores

19 out 2026 - 09h31
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Resumo
A Volkswagen planeja congelar os salários de 660 mil funcionários até 2030, além de cortar benefícios e postos de trabalho em sua reestruturação radical, segundo o conselho de trabalhadores. A medida pode gerar perda de renda de cerca de 10% devido à inflação. Em resposta, sindicatos classificaram a proposta como absurda e prometeram forte resistência nas negociações desta semana, enquanto a montadora não comentou sobre o caso.

A Volkswagen planeja congelar os ‌salários de seus 660 mil funcionários em todo o mundo até 2030, informou nesta segunda-feira o conselho de trabalhadores do grupo, confirmando uma reportagem anterior do Sueddeutsche Zeitung.

O ⁠Conselho Global de Trabalhadores afirmou ter recebido ‌informações internas sobre os planos da diretoria executiva.

A Volkswagen se recusou a ‌comentar sobre "especulações". Um porta-voz acrescentou ‌que uma nova rodada de ⁠negociações, ainda nesta semana, seria o fórum para quaisquer propostas sobre custos trabalhistas.

O conselho de trabalhadores classificou a abordagem da administração como "absurda" e afirmou que espera forte resistência ‌ao que é descrito como a implementação "bastante ‌irrealista" do ⁠plano.

"Na Volkswagen, ⁠a evolução salarial é decidida na mesa de negociações, ⁠não por ‌decreto da diretoria ‌executiva", afirmou um porta-voz do sindicato alemão IG Metall.

As relações entre a Volkswagen e os sindicatos que representam seus ⁠trabalhadores se deterioraram nos últimos meses, à medida que o presidente-executivo da montadora, Oliver Blume, leva adiante a reestruturação mais radical da ‌história do grupo automotivo alemão.

O jornal Sueddeutsche Zeitung divulgou a notícia na manhã desta ⁠segunda-feira, citando documentos internos.

A ausência de aumentos salariais poderia significar uma perda de renda de cerca de 10% para os afetados, devido à inflação, informou o jornal.

A reportagem do jornal informou que as novas diretrizes globais de gestão, em vigor a partir do quarto trimestre, também incluem cortes na remuneração variável, pagamentos especiais, benefícios e postos de trabalho.

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