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Dólar cai no Brasil na esteira de novas pesquisas eleitorais

19 out 2026 - 09h19
(atualizado às 09h55)
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Resumo
O dólar iniciou a segunda-feira em queda frente ao real, cotado a R$ 5,05, impulsionado pela reação do mercado a novas pesquisas eleitorais. Levantamentos da BTG/Nexus e da Atlas indicaram um cenário acirrado no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, com o senador mantendo uma leve vantagem. O movimento reflete a percepção de parte dos investidores de que uma eventual vitória de Flávio traria maior controle fiscal, além de repercutir o recente debate presidencial focado na economia.

O dólar ‌iniciou a segunda-feira em baixa ante o real, com investidores digerindo duas novas pesquisas eleitorais mostrando uma disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto.

Às 9h39, o dólar à vista caía 0,38%, a R$5,0536 na venda.

O dólar futuro para ⁠novembro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha queda de 0,32%, ‌aos R$5,0635.

Nova pesquisa BTG/Nexus mostrou redução de 2,8 pontos percentuais para 0,6 ponto percentual da diferença entre Flávio e Lula nas intenções ‌de voto para o segundo turno, com ‌o senador com 46,5% e o presidente com 45,9%. O ⁠percentual de eleitores que não pretendem votar ou que votarão em branco ou nulo está em 4,7%, enquanto 2,9% não sabem.

Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os candidatos estão em empate técnico, conforme a pesquisa.

Já novo levantamento da Atlas revelou uma queda ‌de 5,4 para 2,2 pontos percentuais da vantagem de Flávio, com o ‌senador com 49,8% das ⁠intenções de voto ⁠e o presidente com 47,6%. O percentual de indecisos ou que pretendem votar em ⁠branco ou nulo é de ‌2,6%.

Como neste caso a margem ‌de erro é de 1 ponto percentual, Flávio está na liderança um pouco além da margem de erro.

Nesse cenário, o dólar operava com baixas leves nesta manhã de segunda-feira, enquanto as taxas ⁠dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) cediam.

No mercado, boa parte dos agentes ainda considera que com Flávio no Planalto cresceriam as chances de um maior controle das contas públicas -- mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o ‌momento propostas concretas de ajuste.

No debate de domingo da Band, Flávio responsabilizou Lula pelo endividamento das famílias e acusou o governo de gastar ⁠demais. Lula, por sua vez, perguntou se Flávio adotará o modelo econômico do presidente da Argentina, Javier Milei, e destacou o aumento da pobreza no país vizinho. A maior parte do debate foi marcada por acusações de lado a lado.

No exterior, o dólar exibia sinais mistos ante as demais moedas nesta manhã de segunda-feira, enquanto os rendimentos dos Treasuries oscilavam próximos da estabilidade. Às 9h35, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,13%, a 101,930.

O dólar à vista encerrou a sessão de sexta-feira com baixa de 0,30%, aos R$5,0730.

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