Dólar cai no Brasil na esteira de novas pesquisas eleitorais
O dólar iniciou a segunda-feira em queda frente ao real, cotado a R$ 5,05, impulsionado pela reação do mercado a novas pesquisas eleitorais. Levantamentos da BTG/Nexus e da Atlas indicaram um cenário acirrado no segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula, com o senador mantendo uma leve vantagem. O movimento reflete a percepção de parte dos investidores de que uma eventual vitória de Flávio traria maior controle fiscal, além de repercutir o recente debate presidencial focado na economia.
O dólar iniciou a segunda-feira em baixa ante o real, com investidores digerindo duas novas pesquisas eleitorais mostrando uma disputa acirrada entre o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto.
Às 9h39, o dólar à vista caía 0,38%, a R$5,0536 na venda.
O dólar futuro para novembro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha queda de 0,32%, aos R$5,0635.
Nova pesquisa BTG/Nexus mostrou redução de 2,8 pontos percentuais para 0,6 ponto percentual da diferença entre Flávio e Lula nas intenções de voto para o segundo turno, com o senador com 46,5% e o presidente com 45,9%. O percentual de eleitores que não pretendem votar ou que votarão em branco ou nulo está em 4,7%, enquanto 2,9% não sabem.
Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os candidatos estão em empate técnico, conforme a pesquisa.
Já novo levantamento da Atlas revelou uma queda de 5,4 para 2,2 pontos percentuais da vantagem de Flávio, com o senador com 49,8% das intenções de voto e o presidente com 47,6%. O percentual de indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo é de 2,6%.
Como neste caso a margem de erro é de 1 ponto percentual, Flávio está na liderança um pouco além da margem de erro.
Nesse cenário, o dólar operava com baixas leves nesta manhã de segunda-feira, enquanto as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) cediam.
No mercado, boa parte dos agentes ainda considera que com Flávio no Planalto cresceriam as chances de um maior controle das contas públicas -- mesmo que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste.
No debate de domingo da Band, Flávio responsabilizou Lula pelo endividamento das famílias e acusou o governo de gastar demais. Lula, por sua vez, perguntou se Flávio adotará o modelo econômico do presidente da Argentina, Javier Milei, e destacou o aumento da pobreza no país vizinho. A maior parte do debate foi marcada por acusações de lado a lado.
No exterior, o dólar exibia sinais mistos ante as demais moedas nesta manhã de segunda-feira, enquanto os rendimentos dos Treasuries oscilavam próximos da estabilidade. Às 9h35, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,13%, a 101,930.
O dólar à vista encerrou a sessão de sexta-feira com baixa de 0,30%, aos R$5,0730.
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