Ibovespa sobe com foco em eleição e aval externo
O Ibovespa operava em leve alta nesta segunda-feira, impulsionado pelo viés positivo no exterior, mas afastando-se das máximas diante da cautela com o segundo turno presidencial. Investidores monitoram a disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro, refletida em pesquisas recentes e no debate televisivo. No mercado corporativo, altas de BTG Pactual, Banco do Brasil, B3 e Vale sustentaram o índice, enquanto a Petrobras recuou pressionada pela queda internacional do petróleo.
O Ibovespa mantinha o sinal positivo nesta segunda-feira, mas se afastava das máximas, quando chegou a superar os 207 mil pontos, enquanto investidores seguem focados no segundo turno da eleição presidencial no país no próximo domingo.
Por volta de 11h15, a principal referência do mercado acionário brasileiro subia 0,16%, a 205.758,44 pontos, após ajustes na última semana, quando acumulou um declínio de 1,74%. Mais cedo, porém, chegou a 207.387,56 pontos.
O volume financeiro no pregão somava R$7,62 bilhões.
De acordo com o analista Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, a reta final da eleição presidencial domina as atenções do mercado brasileiro.
"Investidores acompanham se as pesquisas continuarão apontando uma disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro", afirmou, referindo-se ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador do PL, respectivamente.
"Os levantamentos mais recentes apresentam diferenças numéricas entre os candidatos, mas vários indicam empate técnico, considerando suas respectivas margens de erro."
Nesta segunda-feira, as pesquisas BTG/Nexus e Atlas/Bloomberg mostraram Flávio ainda numericamente à frente de Lula, mas a vantagem diminuiu, enquanto a PoderData/Aya mostrou o candidato do PL retomando a liderança na disputa.
Investidores também aguardam o potencial reflexo nas intenções de votos do primeiro debate entre os candidatos, realizado no domingo na Band.
De acordo com o responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, o debate foi marcado por ataques pessoais e poucos esclarecimentos sobre propostas econômicas.
"O impacto sobre os eleitores ainda é incerto e deverá ser observado nas pesquisas desta semana", avaliou.
No exterior, as bolsas norte-americanas adotavam um viés positivo, com as ações relacionadas à inteligência artificial se recuperando da forte onda de vendas da semana passada. A queda nos preços do petróleo proporcionava apoio adicional.
DESTAQUES
• BTG PACTUAL UNIT avançava 2,14% e BANCO DO BRASIL ON subia 1,86%, em pregão misto no setor. ITAÚ UNIBANCO PN tinha variação positiva de apenas 0,21%, enquanto BRADESCO PN recuava 0,59% e SANTANDER BRASIL UNIT mostrava declínio de 1,23%.
• B3 ON avançava 1,99%, com dados recentes mostrando melhora no volume negociado em renda variável, além de fluxo positivo de estrangeiros.
• VALE ON subia 0,15%, endossada pela alta dos futuros do minério de ferro na China.
• PETROBRAS PN caía 1,84%, em dia de declínio dos preços do petróleo no exterior.
• CAIXA SEGURIDADE ON recuava 2,68%, após divulgar que a controlada Too Seguros recebeu notificação do Banco Pan sobre rescisão de contrato de distribuição. O grupo segurador afirmou que a Too Seguros receberá pagamento de multa de cerca de R$750 milhões relativa à rescisão. A Caixa Seguridade disse que o efeito positivo no seu lucro líquido de 2026 será de cerca de R$210 milhões.
• AZZAS 2154 ON avançava 6,97%, recuperando-se após quatro quedas seguidas, enquanto investidores seguem especulando sobre os desdobramentos da reorganização societária, além de alternativas envolvendo a marca Farm Rio.
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