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Vivan, do BC, diz que regras do FGC devem ser revisadas e que caso Master não afetou captações

9 fev 2026 - 12h10
(atualizado às 12h42)
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O diretor de Regulação e de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do Banco Central, Gilneu Vivan, disse nesta segunda-feira que a autarquia deve ‌incluir em sua lista de entregas para este ano ou início de ‌2027 a revisão de algumas regras do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

O FGC está no centro das atenções desde novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master, envolvido em ‍uma crise de liquidez e alvo de investigações sobre fraudes. Em janeiro deste ano, o BC decretou a liquidação da Will Financeira, controlada pelo Master.

Na esteira da liquidação do Master, o FGC ‌tem realizado pagamentos bilionários a credores do banco.

Em ‌evento promovido pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo, Vivan destacou que os eventos recentes ficaram circunscritos às instituições, sem que o BC tenha percebido mudanças nas captações realizadas por outros bancos pequenos e médios.

Ao mesmo tempo, ele citou que o episódio do Master trouxe alguns aprendizados para o BC. Em primeiro lugar, segundo ele, "demorou mais do que eu gostaria", em referência ao processo -- ainda hoje questionado -- até a decretação da liquidação.

Outro ponto citado por Gilneu foi a "magnitude do processo".

"No caso do Master, a gente tem 1 milhão de correntistas. E no caso da Will, são quase 7 milhões. Evidentemente, o debate é complexo", pontuou.

Durante o evento, Gilneu afirmou ainda que a lista de entregas do BC incluiria a definição de regras sobre ‌distribuição de títulos, além de novas normas sobre prevenção de fraudes.

Em outro ponto, Vivan mencionou, sem mais detalhes, uma "revisão das questões de tarifas".

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