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Superquarta testa mercados em primeira decisão de Kevin Warsh no Fed

No Brasil, a expectativa é de um novo corte de 0,25 ponto percentual

17 jun 2026 - 10h20
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Resumo
Nos EUA, a expectativa é de manutenção dos juros entre 3,5% e 3,75% na primeira reunião conduzida por Kevin Warsh à frente do Fed. O avanço das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio reduziu parte das pressões inflacionárias ligadas ao risco de oferta de energia, criando um cenário mais favorável para a estreia do novo presidente da autoridade monetária.
Kevin Warsh comanda a primeira reunião do Fomc
Kevin Warsh comanda a primeira reunião do Fomc
Foto: Roberto Schmidt / Getty Images

A atenção dos mercados se concentra nesta superquarta nas decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Comitê de Política Monetária (Copom), em um ambiente marcado pelo acordo iminente entre Estados Unidos e Irã e pela forte correção recente dos preços do petróleo, fatores que vêm alterando as perspectivas para a inflação global.

Nos EUA, a expectativa é de manutenção dos juros entre 3,5% e 3,75% na primeira reunião conduzida por Kevin Warsh à frente do Fed. O avanço das negociações para encerrar o conflito no Oriente Médio reduziu parte das pressões inflacionárias ligadas ao risco de oferta de energia, criando um cenário mais favorável para a estreia do novo presidente da autoridade monetária. Ainda assim, analistas avaliam que os efeitos das tarifas comerciais e das incertezas geopolíticas continuam justificando cautela. 

No Brasil, o mercado espera que o Copom reduza a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,5% para 14,25% ao ano. O principal foco, porém, estará no comunicado da autoridade monetária. Cresce entre economistas a avaliação de que o Banco Central poderá sinalizar uma pausa no ciclo de flexibilização monetária, diante da inflação ainda resistente, da atividade econômica aquecida e do aumento das incertezas fiscais em meio à aproximação das eleições presidenciais.

Entre os mercados globais, as bolsas europeias operam próximas da estabilidade, com investidores evitando movimentos mais expressivos antes do anúncio do Fed. Na Ásia, os mercados encerraram o pregão majoritariamente em alta, com o índice Nikkei próximo das máximas históricas, impulsionado pelo avanço das ações de tecnologia e pelo forte desempenho das exportações japonesas de eletrônicos e semicondutores ligados à inteligência artificial.

No mercado de commodities, o petróleo registra leve alta, mas permanece abaixo de US$ 80 por barril após a forte correção observada nos últimos dias. O movimento reflete o anúncio do acordo preliminar entre EUA e Irã e a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz. Nesta manhã, o Brent para agosto avançava 0,06%, a US$ 79,01, enquanto o WTI para julho subia 0,25%, para US$ 76,24 por barril.

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