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Summit Agronegócio Brasil 2020: Convivência possível

Tecnologia garante preservação; agronegócio e governo devem afinar discurso; pecuária pode ter visão mais inclusiva; implementar o Código Florestal é urgente e regularização fundiária é para ontem

2 dez 2020
05h11
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O setor agropecuário brasileiro se tecnificou, elevou a produtividade e vem reduzindo fortemente a pressão por desmatamento ao recuperar áreas degradadas com tecnologias que, ao mesmo tempo em que mitigam as emissões de gases do efeito estufa, garantem produção maior de alimentos. Entretanto, toda a pujança dessa "potência agroambiental" e a comprovação, por meio de inúmeros exemplos, de que é possível aliar produção com preservação, nem sempre aparecem para quem olha de fora. Ao contrário. O agro do País ainda leva a fama de "desmatador", principalmente no exterior.

O tema permeou os debates do Summit Agronegócio 2020, promovido pelo Estadão entre os dias 23 e 25 de novembro, em formato online. Uma das sugestões para contornar o problema foi de que o governo federal deveria evitar ruídos desnecessários e alinhar seu discurso ao do agronegócio que produz e preserva. Além disso, o País precisa continuar a fazer a lição de casa, implementando o Código Florestal em sua plenitude, sobretudo quanto à regularização ambiental, e não se demorar na criação de um amplo programa de regularização fundiária - uma das medidas para inibir a retirada ilegal de floresta nativa. Afinal, as cobranças só aumentarão, inclusive as dos Estados Unidos, que acabaram de eleger Joe Biden presidente.

Nos debates sobre a pecuária, a mensagem que fica é a de que não adianta apenas excluir o produtor que cometeu irregularidades ambientais. Em vez disso, governos e cadeia produtiva podem trabalhar juntos em favor da regularização e posterior reinclusão desses pecuaristas no mercado - outra medida que contribui para evitar mais derrubada de matas nativas. Já na ponta tecnológica, os Painéis Tech do Summit apresentaram soluções que contemplam a economia de insumos, de recursos e crédito mais barato e seguro, além de contribuírem com a profissionalização do campo e a otimização da atividade agropecuária.

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Estadão
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