Soma da fortuna dos mais ricos do mundo chega a US$ 86,6 trilhões, maior valor de todos os tempos
Segundo o levantamento internacional, existem 22,8 milhões de pessoas no grupo das mais ricas
O relatório World Wealth Report 2024 divulgado pela empresa de pesquisa Capgemini mostra que houve um aumento de 5,1% de indivíduos de alta renda no mundo, com fortuna total chegando a US$ 86,6 trilhões.
O número de indivíduos de alta renda no mundo aumentou em 2023, assim como o somatório de suas riquezas, chegando a níveis nunca antes vistos. O World Wealth Report 2024, divulgado pela empresa de pesquisa Capgemini, nesta quarta-feira, 5, mostra que os mais ricos do planeta têm uma fortuna total de US$ 86,6 trilhões (o que seria equivalente a mais de R$ 456 trilhões).
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No ano passado, o número de indivíduos de alto patrimônio líquido cresceu 5,1%, atingindo 22,8 milhões de pessoas. A sua fortuna expandiu 4,7% em comparação com o ano anterior.
O levantamento considera como indivíduo de alta renda aqueles que têm ativos investíveis de US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões) ou mais, excluindo sua residência principal, itens colecionáveis, consumíveis e bens de consumo duráveis.
Há ainda uma segmentação em três categorias em faixas de riqueza: os "indivíduos com patrimônio líquido ultra-alto", com US$ 30 milhões ou mais (mais de R$ 156 milhões), os "milionários de nível médio", com fortuna entre US$ 5 - 30 milhões (de R$ 25 - R$ 156 milhões) e os "milionários next door", com riqueza de US$ 1 - 5 milhões.
Representando menos de 1% dos indivíduos de alto patrimônio líquido, aqueles da faixa "ultra-alto" detêm 34% do somatório das riquezas.
O levantamento mostrou que a América do Norte foi onde houve maior crescimento no número de pessoas de alta renda, com aumento de 7,2% dessa população em comparação com o ano anterior. A América Latina cresceu pouco, apenas 2,3%. E a África foi a única região em que houve decréscimo na população de ricos (-1,0%).
Para o relatório, a principal diferença que fez com que houvesse tanto crescimento de riqueza está na forma de investir dos ricos. Até janeiro de 2023, essa população mantinha 34% do seu patrimônio líquido como reserva de caixa, em investimentos mais conservadores. No início deste ano, porém, houve uma estabilização das reservas de caixa para 25% dos totais da carteira e maior investimento focado no crescimento e não na preservação da riqueza.