Setor de conselhos de administração está passando por um processo de profissionalização; entenda
Pesquisa da consultoria Korn Ferry aponta que colegiados no Brasil estão contratando mais conselheiros independentes e buscando por mais diversidade
O cenário corporativo passou por uma transformação importante ao longo da última década: o conselheiro de administração tem atuação cada vez mais ativa junto à área executiva, com mais atenção às agendas urgentes do mercado. E os conselhos apresentam mais mulheres e mais membros recrutados fora dos núcleos familiares, além de oferecerem remuneração anual tão atrativa quanto as recebidas nas funções executivas, que pode ser milionária.
Dados da pesquisa anual "Práticas de Governança e Remuneração de Conselhos", da consultoria Korn Ferry, apontam que, em 2024, 61% dos membros dos conselhos de administração no País eram independentes (profissionais que não possuem vínculo pessoal ou financeiro com a empresa); 20% desses conselheiros eram mulheres; e parte deles tinha remuneração anual acima de R$ 1 milhão. O levantamento mapeou mais de 100 grandes companhias no Brasil. A maioria da base amostral são dados não públicos, coletados diretamente com as empresas.
De acordo com a explicação de Jorge Maluf, líder da prática de serviços para conselhos da Korn Ferry, controladores de empresas no Brasil costumavam deter uma grande fatia das ações. Mas, nos últimos anos, eles passaram a abrir capital e ceder até 50% de sua parte para novos investidores - e, com novas acionistas, vieram também novas exigências para governança. "As empresas começaram a avançar na governança justamente para atender a essas demandas", diz.
Assim, houve uma mudança estratégica dos conselhos no Brasil e a composição dos colegiados passou a exigir pessoas que pudessem apoiar não só decisões de auditoria, relacionadas à aprovação de contas e demonstrativos financeiros, mas que também pudessem colaborar com novas e diversificadas demandas. "Era uma agenda de controle, de supervisão. Agora, o conselho tem de discutir transição energética, transformação digital, ESG, geopolítica global", diz Maluf. Quer saber mais sobre o novo cenário dos conselhos de administração no Brasil? Leia a reportagem completa, disponível neste link.