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Saiba como evitar choques elétricos

31 out 2012 - 07h49
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A falta de manutenção em instalações elétricas antigas e a crescente utilização de eletrodomésticos, computadores, entre outros aparelhos eletrônicos, colocam em risco a segurança residencial, além de elevar os gastos com energia. São muito comuns os relatos de choques elétricos e incêndios causados por curtos-circuitos em residências.

Projeto Casa Segura orienta sobre riscos de acidentes causados por instalações elétricas inadequadas
Projeto Casa Segura orienta sobre riscos de acidentes causados por instalações elétricas inadequadas
Foto: Shutterstock


"O cuidado com a instalação elétrica das casas é uma causa de utilidade pública, assim como o uso do cinto segurança para o motorista", diz Milena Guirão Prado, gerente do Programa Casa Segura, um projeto privado de conscientização e orientação sobre os riscos de acidentes causados por instalações elétricas inadequadas.



Com o slogan "A segurança de sua casa pode estar em suas mãos", o programa Casa Segura foi criado no Brasil em 2005, e já se espalhou por outros países vizinhos, como Argentina, Chile, México e Peru. Segundo a Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel), uma das responsáveis pelo programa, no ano passado, 298 pessoas morreram vítimas de choque elétrico em residências e 265 incêndios foram causados por curtos-circuitos.



Nos últimos dez anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) gastou mais de R$ 15 milhões com internações de vítimas de choque elétrico. Neste mesmo período, foram registradas 15 mil mortes devido à exposição à corrente elétrica. Além da falta de manutenção das instalações, a displicência dos usuários explica o quadro elevado de acidentes em residências.



Levantamento realizado pelo programa, em 2010, sobre a situação das instalações elétricas em diversos Estados do País, mostrou que 90% dos 500 edifícios visitados não tinham o DR (dispositivo de proteção a corrente diferencial-residual) instalado e que 85% nunca realizaram nenhum tipo de readequação nas suas instalações ao longo dos anos. Os dados foram coletados em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia, Curitiba e Fortaleza.



Ainda de acordo com Milena, a ascensão financeira da classe média e da classe C tem elevado o número de eletrodomésticos presentes em casa e esse aumento não é proporcional ao redimensionamento da rede elétrica. Por isso, políticas de conscientização e informação são cada vez mais urgentes e necessárias. "É imprescindível uma mudança de cultura", diz.



Para evitar choques e acidentes, o programa orienta à população a seguir alguns procedimentos dentro de casa, tais como fazer o aterramento nos circuitos elétricos; não utilizar benjamins, tomadas em T ou outros tipos de extensões, de modo a evitar sobrecarga na rede e possíveis curto-circuitos; não utilizar instalações elétricas provisórias (chamas no jargão popular de "gambiarras") ou precárias; instalar disjuntores, que protegem o circuito contra sobrecarga e curto-circuito, e também o DR nos circuitos elétricos, especialmente em áreas molhadas como banheiros, cozinhas e lavanderias.



Além disso, para saber se há necessidade de reparos elétricos, a gerente do programa Casa Segura recomenda aos usuários que fiquem atentos aos seguintes sinais: tomadas e interruptores que esquentam; quedas frequentes do disjuntor; geladeira que para de funcionar por alguns instantes; fios e cabos derretidos; e cheiro de fumaça.



Economídia
Especial para o Terra
Fonte: Terra
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