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Preços ao produtor na China tem maior alta em quatro anos e pressionam fabricantes

9 jul 2026 - 08h31
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A inflação dos preços ao produtor ‌na China atingiu em junho seu nível mais alto em quatro anos, aumentando a pressão sobre as margens de lucro dos fabricantes, conforme a fraca demanda interna limita seu poder de fixação de preços.

A economia chinesa está apresentando uma dinâmica de duas vertentes: por um ⁠lado, um aumento global nas exportações impulsionado pela inteligência artificial (IA) está favorecendo ‌a indústria de ponta; por outro, os fracos gastos das famílias, os investimentos medíocres e a desaceleração do setor imobiliário continuam a ‌restringir a atividade doméstica.

O índice de preços ‌ao produtor (PPI) subiu 4,1% em relação ao mesmo mês do ⁠ano anterior, a taxa mais alta desde julho de 2022, segundo dados divulgados na quinta-feira pelo Departamento Nacional de Estatísticas (NBS), em linha com a previsão de uma pesquisa da Reuters e registrando alta pelo quarto mês consecutivo.

O indicador, que registrou um aumento de 3,9% em ‌maio, havia interrompido em março uma sequência deflacionária que durava anos, à ‌medida que os preços ⁠da energia dispararam ⁠na esteira da guerra no Irã.

O crescimento mais acelerado dos preços na saída ⁠da fábrica deveu-se, em parte, a ‌uma base de comparação ‌baixa no ano anterior, embora analistas tenham afirmado que a fraca demanda interna significava que as pressões deflacionárias ainda não haviam diminuído de forma significativa.

"A mais recente escalada nas tensões entre EUA ⁠e Irã pode gerar uma nova pressão de alta sobre a inflação no curto prazo", disse Julian Evans-Pritchard, chefe de economia chinesa da Capital Economics. "Mas isso permanecerá limitado a algumas áreas restritas, e a inflação ainda parece destinada a ‌retornar a níveis próximos de zero assim que o abastecimento de energia se normalizar."

Os preços mais altos na mineração de carvão, em ⁠máquinas elétricas, eletrônicos e metais ferrosos estiveram entre os principais fatores que contribuíram para os aumentos nos preços ao produtor, de acordo com o NBS. Os preços caíram em setores como bebidas alcoólicas e fabricação de automóveis.

Em comparação com o mês anterior, o PPI caiu 0,3% em junho, após uma queda acentuada nos preços globais do petróleo, quando os EUA e o Irã chegaram a um acordo de cessar-fogo. Em contrapartida, alguns setores de alta tecnologia e de transição verde, como equipamentos de realidade virtual, dispositivos vestíveis e nanomateriais à base de carbono, registraram aumentos de preços em relação ao mês anterior.

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