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Pontos principais do plano de reestruturação da Volkswagen

3 set 2026 - 18h50
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Resumo
A Volkswagen aprovou o plano "Futuro 2030" para recuperar sua competitividade perante a concorrência chinesa e a baixa demanda. A estratégia prevê o corte de 50 mil empregos, revisão de fábricas na Europa devido à capacidade ociosa e a redução de 50% em sua linha de modelos até 2035. O grupo planeja investir 135 bilhões de euros até 2031, focando em mercados lucrativos e simplificação corporativa, visando atingir uma margem operacional de 9% e a venda anual de 9 milhões de veículos até 2030.

O conselho de supervisão da Volkswagen aprovou um ‌plano abrangente de reestruturação denominado "Plano Futuro 2030", que, segundo o grupo, é essencial para restaurar a competitividade e garantir o futuro da empresa.

Veja os principais detalhes do plano apresentado pelo grupo, que vem enfrentando dificuldades diante da queda na demanda e da crescente concorrência da China.

CORTES DE EMPREGOS

Como parte ⁠do plano, o grupo afirma que precisará cortar mais 50 mil postos ‌de trabalho, incluindo cargos de gestão, o que praticamente dobra o número atual de demissões em todo o grupo.

REESTRUTURAÇÃO DE FÁBRICAS

A VW afirma que não pode ‌garantir futuras alocações de produção para suas fábricas ‌em Emden, Zwickau, Hannover e Neckarsulm no período de 2031 a ⁠2034, e que estão sendo avaliados usos alternativos para essas instalações.

A empresa afirma que suas fábricas europeias têm atualmente mais de 500 mil unidades de excesso de capacidade.

REESTRUTURAÇÃO DE LINHA

O grupo pretende reduzir sua linha de modelos em cerca de 50% e diminuir a complexidade em cerca de 75% ‌até 2035, para se concentrar em um número menor de modelos de maior ‌volume e alcançar maiores ⁠economias de escala. ⁠A VW adaptará plataformas, sistemas eletrônicos e sistemas de assistência ao motorista às necessidades ⁠tanto do hemisfério ocidental quanto do ‌oriental.

METAS FINANCEIRAS

A VW afirma que ‌pretende vender 9 milhões de veículos por ano e tem como meta uma margem operacional de 9% até 2030, em comparação com 3,8% no primeiro semestre de 2026.

Um programa de eficiência em todo o ⁠grupo terá como objetivo reduzir custos, simplificar procedimentos e aumentar a produtividade.

AMÉRICA DO NORTE E NA CHINA

O grupo se concentrará em seus segmentos de mercado mais lucrativos na América do Norte. Ele está se adaptando às novas expectativas de crescimento na China e ‌buscará expandir as exportações para o Sul Global.

INVESTIMENTO

O grupo planeja investir um valor na casa dos bilhões nos próximos anos para fortalecer marcas, aprimorar ⁠tecnologia e tornar o grupo mais competitivo.

O plano inclui 135 bilhões de euros em despesas de capital e investimentos em pesquisa e desenvolvimento entre 2027 e 2031.

MUDANÇAS ORGANIZACIONAIS

O grupo planeja estruturas de gestão mais horizontais, tomada de decisão mais ágil e uma estrutura organizacional mais simples, que reduzirá o número de empresas e participações que possui em cerca de um terço. Um sistema unificado de desempenho e bônus para executivos promoverá a prestação de contas.

REAÇÃO DOS SINDICATOS

Representantes dos trabalhadores afirmam apoiar o plano, mas ressaltam que o ônus não deve recair apenas sobre os funcionários. Eles enfatizam a necessidade de desenvolver perspectivas futuras para todas as fábricas e preservar o maior número possível de empregos.

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