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Dólar zera perdas da manhã e fecha acima dos R$5,10

3 set 2026 - 17h38
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Resumo
Após cair pela manhã puxado pelo exterior, o dólar zerou as perdas e fechou estável a R$ 5,1043 (-0,04%), impulsionado por compras de investidores que aproveitaram a cotação baixa. No cenário externo, a moeda norte-americana recuou com dados de juros nos EUA e Japão. No Brasil, o mercado operou com cautela à espera de novas pesquisas eleitorais, após levantamento anterior apontar empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro, fator que vinha gerando alívio prévio sobre o câmbio.

Após oscilar perto dos ‌R$5,07 no início da sessão, o dólar se reaproximou da estabilidade e encerrou a quinta-feira acima dos R$5,10, com parte do mercado aproveitando as cotações mais baixas para comprar moeda, enquanto no exterior o dia foi de queda para a divisa norte-americana.

O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de apenas 0,04%, a R$5,1043. No ⁠ano, a divisa passou a acumular queda de 7,01%.

Às 17h22, o dólar futuro para outubro -- ‌atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,29% na B3, aos R$5,1400.

Na quarta-feira o dólar havia completado três sessões consecutivas de perdas ante o real, com ‌os agentes reagindo positivamente a uma pesquisa da Quaest ‌mostrando uma diferença menor nas intenções de voto entre o presidente Luiz Inácio ⁠Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois estão tecnicamente empatados no segundo turno.

Nesta quinta-feira, os investidores aguardavam pela divulgação de nova pesquisa Datafolha prevista para o início da noite.

De modo geral, Lula tem sido visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas ‌públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio -- como a redução numérica da ‌distância para Lula -- têm se ⁠refletido na queda do ⁠dólar ante o real.

Mas a sessão desta quinta-feira também foi de baixa do dólar ante outras ⁠divisas no exterior, em paralelo ao recuo ‌firme dos rendimentos dos Treasuries após ‌o diretor do Federal Reserve Christopher Waller afirmar, durante evento da Reuters em Washington, que, se os dados confirmarem o arrefecimento das pressões inflacionárias, ele tende a defender a manutenção dos juros nos EUA.

Um dos destaques foi a queda ⁠forte do dólar ante o iene, em meio ao aumento das apostas de que o Banco do Japão (BoJ) subirá juros para conter a inflação.

No Brasil, porém, alguns agentes aproveitaram o dólar mais fraco para recomprar moeda, o que reconduziu a cotação para acima dos R$5,10.

"O dólar veio desde a abertura ‌com um viés de baixa. Os ativos locais como o real (estavam) se beneficiando da queda lá fora do dólar, seguindo a (baixa da) curva de rendimentos dos Treasuries", pontuou ⁠o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.

"E aí, rompendo o R$5,10, (surge) muita ordem de compra, até pelas estimativas do mercado serem de um dólar mais alto no final do ano. Os otimistas estão dizendo R$5,20, os pessimistas R$5,40", acrescentou Bergallo. "O dólar está barato."

Após marcar a cotação mínima intradia de R$5,0702 (-0,71%) às 9h32, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1147 (+0,16%) às 13h22, em meio à busca dos agentes pela moeda. No restante da tarde, as cotações se mantiveram próximas da estabilidade.

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro.

No exterior, às 17h17 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,61%, a 98,988.

(Edição de Isabel Versiani)

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