Conselho da Volkswagen aprova reestruturação e sinaliza cortes de 50 mil empregos
O conselho da Volkswagen aprovou a maior reestruturação em 89 anos de história, prevendo o corte de cerca de 50 mil empregos globais, além de outros 50 mil já em curso. A medida busca alternativas para quatro fábricas alemãs e simplifica a estrutura da montadora, limitando a influência sindical. Motivada pela pressão de concorrentes asiáticos, tarifas americanas, fraqueza no mercado chinês e transição tecnológica, a decisão visa ajustar a capacidade da montadora diante de desafios globais.
O conselho de supervisão da Volkswagen aprovou por unanimidade nesta quinta-feira um plano de transformação que pode incluir corte de mais 50 mil empregos no grupo.
O plano, a maior reestruturação nos 89 anos de história da Volkswagen, prevê a busca por alternativas para quatro fábricas alemãs que não têm planos concretos de produção para a próxima década.
Isso inclui uma simplificação da estrutura do conglomerado da Volkswagen, bem como limites à influência do conselho de supervisão, no qual sindicatos e o acionista Baixa Saxônia detêm a maioria em decisões importantes.
"Este é um forte sinal para o futuro do Grupo Volkswagen. Estamos assumindo a responsabilidade por toda a nossa força de trabalho, por nossos parceiros e pelos empregos industriais em todo o mundo", afirmou o presidente-executivo, Oliver Blume, em comunicado.
O "Plano para o Futuro", apresentado pela diretoria executiva da Volkswagen e aprovado em uma reunião do conselho, surge em um momento em que a maior montadora da Europa enfrenta pressões de todos os lados, incluindo tarifas de importação dos Estados Unidos, concorrentes asiáticos e um mercado chinês mais fraco.
A Volkswagen afirmou que é necessário "um novo ajuste fundamental da capacidade global da força de trabalho", explicando que isso inclui uma redução de cerca de 50 mil postos de trabalho em todo o mundo, além da redução de 50 mil empregos já em andamento.
A empresa não forneceu mais detalhes sobre o cronograma da redução da força de trabalho nem sobre como os cortes serão distribuídos entre suas marcas e regiões.
O anúncio vem após semanas de negociações tensas que opuseram o conselho e a Porsche SE, acionista majoritária, aos sindicatos e ao estado da Baixa Saxônia, com a administração considerando a convocação de uma assembleia geral extraordinária para aprovar suas exigências.
A empresa citou a crescente pressão competitiva global, as mudanças nos padrões de demanda e as transformações tecnológicas no setor automotivo como motivos para as medidas planejadas.
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