Petrobras perde protagonismo para empresas estrangeiras na Margem Equatorial, dizem petroleiros
Federação Única dos Petroleiros destaca que uma empresa chinesa e outra americana ficaram com a maior fatia dos blocos leiloados na região
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) avalia que a Petrobras perdeu protagonismo na Margem Equatorial brasileira após o leilão de áreas de petróleo e gás natural do governo, realizado nesta terça-feira, 17, e que vendeu 19 dos 47 blocos ofertados na região.
A disputa foi marcada pelo apetite dos consórcios da Exxon com a Petrobras e da Chevron com a chinesa CNPC pelos blocos da bacia Foz do Amazonas, sendo que as duas petroleiras norte-americanas já exploram a Margem Equatorial no lado da Guiana.
"A Chevron, em consórcio com a chinesa CNPC, arrematou 53,1% dos blocos licitados na Foz do Amazonas, enquanto a Petrobras, na condição de consorciada com a Exxon, arrematou 46,9%, porém será operadora de apenas 18,8%, mesmo tendo liderado os esforços de atendimento das exigências do licenciamento ambiental", aponta a entidade sindical.
A FUP, junto com a Anapetro, associação dos empregados acionistas da Petrobras, entrou na Justiça contra o leilão.
De acordo com a FUP, a perda de protagonismo da estatal "enfraquece o controle nacional sobre áreas sensíveis e de alto valor estratégico, comprometendo a soberania energética do Brasil".