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Para CSU, competição no setor de cartões começa em 2012

10 out 2011 - 18h13
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<br/><br />Passados 15 meses da abertura do mercado brasileiro de cartões, o setor de adquirência segue nas mãos de Cielo e Redecard, as duas gigantes da indústria. Mas esse cenário vai começar a mudar em 2012, segundo um executivo da CSU CardSystem, a única processadora não ligada a banco.<br /><br />"Por enquanto, os grandes estão conseguindo barrar novos entrantes oferecendo taxas mais baixas a grandes clientes", disse o diretor-executivo da CSU, Wanderval Alencar, nesta segunda-feira. "Mas eles não vão conseguir segurar a pressão e a concorrência vai começar para valer no ano que vem."<br /><br />Segundo ele, grandes grupos internacionais com interesse declarado de entrar como adquirentes no Brasil - caso das americanas Global Payments e Elavon, assim como redes varejistas locais - devem ser as novidades no ano que vem. A Elavon já firmou um acordo no início de 2010 para capturar as operações dos cartões do Citi.<br /><br />Em ambos os casos, segundo Alencar, há uma clara vantagem para esses grupos operarem com uma processadora terceirizada, em vez de fazerem eles mesmos.<br /><br />"Quem quiser entrar como adquirente, terá que fazer isso comigo", disse Alencar, lembrando que a CSU é a única processadora autorizada a operar com as bandeiras Visa e MasterCard no País. Segundo ele, por serem ligadas a bancos, as outras grandes processadoras do mercado não terão interesse em ser a porta de entrada de concorrentes de seus controladores. A Orbitall é controlada pelo Itaú Unibanco, também sócio majoritário da Redecard.<br /><br />Já a Fidelity tem como sócio o Bradesco, que divide o controle da Cielo com o Banco do Brasil. A Caixa Econômica Federal já manifestou interesse em participar do capital da Cielo. E o Santander Brasil é dono da credenciadora GetNet.<br /><br />O HSBC fechou no ano passado um acordo com a Cielo, que se tornou a adquirente preferencial dos clientes do banco no Brasil. Como o HSBC não é sócio de uma adquirente, a CSU vê chance de prestar serviços para a instituição. No exterior, o banco britânico tem parceria com a Global Payments em vários países.<br /><br /><b>Parcerias regionais</b><br>Em outra frente, a CSU - responsável pelo processamento de uma base de 24 milhões de cartões - vem buscando parcerias com bancos regionais, a exemplo da que já tem o gaúcho Banrisul.<br /><br />Outra porta aberta pela nova regulamentação do setor, assinalou o diretor-executivo da empresa, foi a oportunidade de grandes redes varejistas regionais turbinarem seus próprios cartões "private label".<br /><br />Nesse caso, os cartões passam a ser aceitos em estabelecimentos, tal como um cartão de crédito, desde que haja um acordo com banco que já atue como credenciador.<br /><br />É o caso da varejista Quero-Quero, do grupo de private equity Advent, cujo cartão VerdeCard passou a ser uma bandeira aceita em outros estabelecimentos da rede adquirente do Banrisul.<br /><br />Além disso, o grupo aposta que outras grandes varejistas com sistema próprio de processamento prefiram repassar o serviço a terceiros, à medida que a expansão de seus negócios exija mais foco em sua atividade original. Foi o que levou o Tribanco, do grupo varejista mineiro Martins, a fechar com a CSU no ano passado.<br /><br />Com janelas abertas em tantas frentes, a companhia espera uma aceleração de novas parcerias na virada do ano.<br /><br />"Devemos anunciar uns quatro ou cinco negócios até o começo de 2012, a maioria de alcance nacional", disse Alencar.

Fonte: Invertia Invertia
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