5 dicas para montar currículo em inglês para processos internacionais
Veja estratégias para adaptar experiências profissionais às exigências de seleções globais
O mercado internacional virou possibilidade real para profissionais brasileiros, especialmente depois que empresas do mundo todo passaram a aceitar contratações remotas. Mas tem um detalhe que muita gente descobre do jeito difícil: mandar currículos para fora exige bem mais do que dominar o idioma. A forma como você se apresenta no papel precisa dialogar com expectativas culturais e padrões que variam bastante do que estamos acostumados por aqui.
Dados do World Economic Forum projetam que, até 2030, mais de 170 milhões de novos empregos serão criados no mundo em áreas ligadas à tecnologia e inovação. Esse número gigantesco indica oportunidades em escala mundial, mas também levanta uma questão importante: como se destacar quando milhares de profissionais capacitados estão competindo pelas mesmas posições? A resposta passa inevitavelmente por demonstrar que você entende as regras do jogo internacional desde o primeiro contato.
"Ao montar um currículo em inglês, não basta traduzir o conteúdo do português. É essencial adotar termos e expressões reconhecidos no mercado internacional, que transmitam profissionalismo e clareza, mas sempre com equilíbrio. Devemos usar jargões e linguagem técnica com moderação, evitando os exageros do 'corporativês', para garantir uma comunicação objetiva e acessível", comenta Hugo Albuquerque, gerente de Produtos Educacionais do CNA+.
A seguir, veja 5 dicas elencadas pelo profissional e descubra o caminho para construir um currículo competitivo!
1. Adapte o currículo ao padrão internacional
Currículos em inglês seguem um formato diferente do brasileiro. Em geral, são mais objetivos, com uma ou duas páginas no máximo, e não incluem informações pessoais como idade, estado civil ou foto, a menos que isso seja solicitado. O foco deve estar nas experiências profissionais, resultados alcançados e competências relevantes para a vaga.
2. Use o inglês profissional e evite traduções literais
Evite traduções diretas do português. Muitas vezes, o literal não reflete o vocabulário utilizado no mercado internacional nem transmite corretamente a mensagem. Cargos, formações e responsabilidades devem seguir os termos usados globalmente, sempre priorizando o inglês profissional.
3. Personalize o currículo para cada vaga
Em 2026, sistemas de triagem automática (ATS) continuarão sendo amplamente utilizados. Por isso, é essencial adaptar o currículo para cada oportunidade, incorporando palavras-chave da descrição da vaga e destacando as experiências mais relevantes para aquela posição. Isso aumenta as chances de o currículo avançar na triagem inicial e ganhar destaque entre outros candidatos.
4. Inclua um resumo profissional estratégico
O Professional Summary (ou Profile) deve aparecer logo no início do currículo e apresentar, em poucas linhas, quem é o profissional, sua área de atuação, principais competências e objetivos de carreira internacional. Esse recurso ajuda recrutadores a entender rapidamente o perfil do candidato.
Além disso, empresas estrangeiras valorizam resultados mensuráveis. Em vez de apenas listar atividades, o ideal é destacar conquistas com números, metas alcançadas, projetos entregues ou impactos gerados. Exemplos: "Increased sales by 20% in one year" ou "Led a team of 10 professionals in an international project".
5. Use verbos de ação (action verbs)
Currículos internacionais valorizam frases objetivas iniciadas por verbos fortes, que demonstram iniciativa e impacto. Alguns exemplos incluem "developed" (desenvolveu), "implemented" (implementou), "managed" (gerenciou), "led" (liderou) e "increased" ou "reduced" (aumentou ou reduziu). Exemplo prático: "Led cross-functional teams to deliver international projects on time".
Por Maria Trindade