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Quem é o CEO da Heineken que renunciou após vendas fracas e investidores insatisfeitos

Dolf van den Brink renunciou ao cargo após seis anos à frente da marca de cervejaria holandesa

12 jan 2026 - 12h12
(atualizado às 13h00)
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Resumo
Dolf van den Brink renunciou à posição de CEO da Heineken após seis anos, devido a vendas fracas e insatisfação de investidores, em meio a desafios no setor de cervejarias.
O CEO e presidente da Heineken, Dolf van den Brink, revelou que deixará o cargo em 31 de maio, depois de quase seis anos no comando do negócio
O CEO e presidente da Heineken, Dolf van den Brink, revelou que deixará o cargo em 31 de maio, depois de quase seis anos no comando do negócio
Foto: Divulgação/Heineken

O mercado de cervejaria foi pego de surpresa nesta segunda-feira, 12. O presidente-executivo da Heineken, Dolf van den Brink, renunciou ao cargo após seis anos à frente da marca holandesa. Nascido em 1973, o executivo de 53 anos assumiu como CEO da empresa em meio à pandemia da Covid-19. 

Van den Brink sucedeu Jean-François van Boxmeer em 1º de junho de 2020, após uma carreira de mais de 22 anos na empresa. Antes de se tornar CEO, Van den Brink serviu como chefe da divisão Ásia-Pacífico da empresa. Ele foi fundamental na construção de equipes de alto desempenho em mercados desenvolvidos.

Comenta-se que os dois principais motivos para a renúncia foram vendas fracas e investidores insatisfeitos. A Heineken, segunda maior fabricante ‌de cerveja do mundo, ficou atrás de seus pares em áreas como eficiência de custos e retorno para os investidores.

“Acredito que este é o momento certo para a liderança de transição. Os últimos anos foram marcados por mudanças significativas à medida que a Heineken progrediu através de sua transformação e agora chegou a um estágio em que uma transição na liderança melhor servirá a empresa para executar ainda mais suas ambições de longo prazo", disse Van den Brink.

Embora o anúncio tenha causado espanto, Van den Brink é o mais um de uma série de CEOs de empresas de consumo a deixar a empresa após alguns anos difíceis para o setor, uma vez que o alto custo de vida pressionou o orçamento dos consumidores.  Nos últimos anos, o setor vem sofrendo devido a enorme inflação de custos e queda nas vendas que prejudicaram as margens e as ações.

Ao anunciar sua saída, o conselho disse que lançará uma busca ‍por um sucessor para liderar a fabricante da cerveja Heineken, bem como marcas como Tiger e Amstel.

Van den Brink, que deixará o cargo em 31 de maio, concordou em permanecer disponível como consultor por oito meses a partir de junho. (*Com informações da Reuters)

Fonte: Portal Terra
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