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Queda esperada da Selic em 2026: como mudança de direção do BC pode impactar o financiamento imobiliário?

Com taxa de juros a 15%, o custo do crédito imobiliário segue elevado, reduzindo o apelo da compra de imóvel

12 jan 2026 - 04h59
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Resumo
A expectativa de queda da Selic em 2026 pode reduzir o custo do crédito imobiliário, estimular financiamentos e impulsionar o mercado de imóveis e construção no Brasil.
Placa de imóvel para alugar em condomínio em Moema, zona sul de São Paulo
Placa de imóvel para alugar em condomínio em Moema, zona sul de São Paulo
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

Com a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 15% ao ano, no maior patamar em quase 20 anos, o custo do crédito imobiliário segue elevado, reduzindo o apelo da compra de imóveis. Entretanto, analistas e institutos financeiros já projetam, que a partir de março de 2026, esse cenário pode começar a mudar, com o início de um ciclo de relaxamento monetário. 

O mais recente levantamento do mercado aponta projeção de Selic em cerca de 12,25% ao final de 2026. "Isso reacende o debate sobre uma possível reconfiguração do mercado de crédito imobiliário, com reflexos diretos sobre as taxas, o volume de financiamento e a oferta de imóveis.

A Selic é a referência para todas as taxas de juros do mercado brasileiro. Quando os juros sobem, os financiamentos, empréstimos e pagamentos com cartão se tornam mais caros, o que desencoraja o consumo. Por outro lado, se o BC reduz os juros, isso torna os empréstimos mais baratos e incentiva o consumo.

Murilo Arjona, especialista em financiamento imobiliário, afirma que a expectativa de cortes na Selic em 2026 reacende o apetite por financiamentos imobiliários no Brasil.

“A tendência de juros menores pode baratear o crédito, facilitar a aprovação e impulsionar o setor da construção. Para quem planeja comprar, 2026 pode marcar o início de uma nova fase, com mais oportunidades e melhores condições”. 

Por que a Selic importa tanto para o financiamento imobiliário?

  • A Selic é a referência para o custo do dinheiro no Brasil: ao definir a taxa básica de juros, ela influencia diretamente o custo de captação dos bancos. Quanto maior a Selic, mais caro emprestar dinheiro, o que se reflete em juros de financiamento mais altos.
  • Nos financiamentos imobiliários (linhas como SFH e SFI), esse custo elevado desestimula tanto as instituições financeiras quanto os compradores: parcelas mais altas, maior custo total e menor aprovação de crédito.
  • Com a expectativa de queda da Selic, a tendência é de que os juros e os spreads bancários recuem, tornando as prestações mais acessíveis.

O que muda para quem quer financiar em 2026?

  1. Disponibilidade de crédito: a queda torna os bancos mais dispostos a aprovar financiamentos, ampliando o acesso ao crédito. Murilo Arjona destaca que 'crédito mais fácil, na minha visão, impacta até mais do que juros mais baratos'.
  2. Redução no custo do financiamento: ainda que gradual, a diminuição da Selic tende a permitir taxas menores nos contratos, reduzindo o custo das parcelas e aumentando o poder de compra de famílias de renda média.

Quem mais é impactado com isso?

Para famílias de renda média e alta que planejam financiamentos fora dos programas sociais, o impacto da queda da Selic é mais significativo. Linhas de financiamento reguladas (como o SFH, com teto de juros fixos) sofrem menos com variações de taxa, mas para quem depende de crédito de mercado, a redução é fundamental para viabilizar a compra.

Para o setor construtor, a melhora nas condições de crédito significa retomada de projetos, redução de custo de financiamento das obras e maior velocidade nos lançamentos. Isso tende a beneficiar todo o ecossistema imobiliário: compradores, incorporadoras e o mercado como um todo.

Fonte: Portal Terra
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