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Haddad diz que estimativa é que governo Lula feche 2025 com déficit de 0,1% do PIB

Considerados os precatórios e outras despesas fora da meta, rombo nas contas sobe para 0,48% do PIB

13 jan 2026 - 19h32
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BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira, 13, que as contas do Governo Central devem ter fechado 2025 com déficit primário em torno de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) - mais próximo do centro da meta fiscal, de déficit zero, do que do piso, negativo em 0,25% do PIB.

O número seria mais próximo de 0,17%, quando consideradas as exceções criadas pelo Congresso e a Justiça, ele disse, como o ressarcimento aos aposentados fraudados do INSS e as medidas de socorro antitarifaço.

"Já considerados os precatórios (dívidas judiciais da União), ou seja, o tratamento do calote que o ex-presidente Jair Bolsonaro deu, vamos fechar o ano em 0,48% de déficit", afirmou. O pagamento dessas dívidas não é computado para fins de apuração da meta em 2025.

Ele disse que a contabilização dos precatórios dá segurança de que o resultado não é maquiado. A retirada de despesas da meta, no entanto, tem sido amplamente criticada por especialistas, que apontam uma prática recorrente de burlar a regra em momentos de emergência e diminuir a credibilidade da âncora fiscal.

Segundo Haddad, o déficit atingido em 2025 foi de 60% a 70% menor do que o rombo que havia sido deixado pelo governo anterior para 2023, o primeiro ano do atual governo Lula.

O ministro acrescentou que há um trabalho para melhorar a situação fiscal do País. "A cada ano a gente aumenta a nossa exigência (de primário) na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Então, do meu ponto de vista, eu penso que nós temos uma trajetória de melhoria dos resultados primários a cada ano", disse.

Estadão
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