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Núcleo da inflação no Japão fica abaixo da meta em maio

19 jun 2026 - 07h23
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O núcleo ‌da inflação anual do Japão permaneceu abaixo da meta de 2% do banco central pelo quarto mês consecutivo em maio, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, já que os subsídios aos combustíveis compensaram o ⁠aumento dos custos das matérias-primas decorrentes do conflito ‌no Oriente Médio.

Analistas preveem que a inflação ao consumidor voltará a acelerar nos próximos meses e ‌manterá o Banco do Japão ‌no caminho para novos aumentos na taxa ⁠de juros, à medida que as pressões de custo que já levaram a um aumento acentuado nos preços ao produtor se ampliam.

O núcleo do índice de preços ao consumidor, que exclui os preços ‌voláteis dos alimentos frescos, subiu 1,4% em maio em ‌relação ao ano ⁠anterior, segundo ⁠dados do governo, em linha com a previsão do mercado ⁠e repetindo a ‌taxa de abril.

Um índice ‌que exclui tanto os alimentos frescos quanto os combustíveis, acompanhado de perto pelo Banco do Japão como um indicador mais preciso da inflação ⁠subjacente, teve alta de 1,8% em maio na base anual, ritmo mais lento desde setembro de 2022.

O Banco do Japão elevou a taxa de juros para o maior ‌nível em 31 anos na terça-feira no âmbito da normalização de sua política monetária, sinalizando disposição para ⁠um aperto adicional conforme se concentra em conter as pressões sobre os preços decorrentes do choque energético induzido pela guerra no Irã.

Embora o acordo de paz entre os EUA e o Irã tenha aliviado os temores do mercado quanto às pressões inflacionárias globais, a inflação no atacado atingiu 6,3% em maio — o maior nível em três anos, em um sinal de que as empresas já estavam repassando os custos mais elevados decorrentes do choque energético.

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