Novo Nordisk relata primeira queda nas vendas do Ozempic na região da Grande China
As vendas do Ozempic, medicamento para diabetes da Novo Nordisk, caíram pela primeira vez no ano passado na região da Grande China, em meio à concorrência de rivais.
A queda nas vendas reforça as perspectivas sombrias da gigante dinamarquesa de medicamentos para diabetes, que chocou o mercado esta semana ao sinalizar uma possível queda nos lucros, encerrando anos de ganhos de dois dígitos, devido a pressões de preços "sem precedentes".
As vendas das canetas injetoras Ozempic na China continental, Taiwan e Hong Kong — o maior mercado da Novo depois dos EUA — caíram 7%, para cerca de 5,4 bilhões de coroas dinamarquesas (US$853 milhões) em 2025.
O Ozempic foi aprovado pela primeira vez na China em 2021 e, até o ano passado, só tinha registrado ganhos de vendas no país, segundo os relatórios anuais da empresa.
Mas, desde então, a China aprovou medicamentos semelhantes, incluindo o Mounjaro da Eli Lilly, o mazdutide da Innovent Biologics e o efsubaglutide alfa da Guangzhou Innogen.
Os medicamentos da Innogen e da Lilly foram adicionados ao plano de saúde estatal da China no mês passado para pacientes com diabetes tipo 2, juntando-se ao Ozempic.
Outra farmacêutica chinesa, a Sciwind Biosciences, também anunciou no mês passado que seu tratamento para diabetes tipo 2, Xianyida, foi aprovado para uso no país.
"Temos uma posição de mercado muito forte com o Ozempic, ainda com baixa penetração, e eu diria que a concorrência está entrando mais neste momento", disse o diretor financeiro da Novo, Karsten Munk Knudsen, à Reuters em uma entrevista esta semana.
A região da Grande China representou 14% de todas as vendas de 2025 em suas operações internacionais, excluindo o mercado dos EUA, de acordo com uma apresentação separada para investidores.