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'No fundo, não gostaria de fazer a reforma', diz Bolsonaro

O presidente afirmou que propôs mudanças no sistema previdenciário para que o País não 'quebre'

21 mar 2019
20h38
atualizado às 20h41
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou, em transmissão ao vivo nas redes sociais feita a partir de Santiago, no Chile, que não gostaria de ter apresentado uma proposta de reforma da Previdência. Ele declarou, porém, que propôs mudanças porque, se não tivesse feito, o Brasil iria "quebrar" sob o ponto de vista das contas públicas.

"No fundo, não gostaria de fazer a reforma da Previdência. Mas eu estaria sendo irresponsável com o Brasil nos próximos anos", disse o presidente.

Presidente Jair Bolsonaro
15/01/2019
REUTERS/Ueslei Marcelino
Presidente Jair Bolsonaro 15/01/2019 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

Ao defender a reforma da Previdência, Bolsonaro voltou a dizer que a reforma "vai cobrar menos de quem ganha menos e mais de quem ganha mais" e que o Brasil "está quebrado".

O presidente comentou ainda que as mudanças propostas ontem no projeto de lei sobre os militares "leva em conta perdas lá atrás". "Ninguém está brigando por direitos", declarou Bolsonaro.

Ao comentar o papel das forças armadas, Bolsonaro disse que elas são "algo muito especial" e que têm valor "muito grande à democracia". Mais uma vez, o presidente usou o exemplo da Venezuela para dizer que o regime de Nicolás Maduro se sustenta por causa do apoio militar.

No fim da transmissão, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, fez um "apelo patriótico aos parlamentares e àquela parte da imprensa que criticou o toma-lá-dá-cá" que defendam a necessidade da reforma da Previdência.

Nesta sexta-feira, 22, Bolsonaro se junta a outros seis presidentes sul-americanos para uma cúpula de integração da região. A proposta é oficializar a criação de um bloco em substituição à Unasul (União de Nações Sul-Americanas). A expectativa do presidente brasileiro é, durante o encontro, "selar o fim da Unasul", conforme declarou ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Santiago.

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Estadão
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