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Durigan reconhece pressão da guerra sobre combustíveis, mas diz que impacto é menor no Brasil

25 mai 2026 - 11h55
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O ministro da Fazenda, Dario ‌Durigan, reconheceu nesta segunda-feira que a guerra no Oriente Médio tem afetado os preços dos combustíveis e a inflação no Brasil, mas disse que os impactos são menores do que os registrados em ⁠outros países.

"Na comparação com o mundo, o Brasil ‌é dos países que menos foi afetado pela guerra do Irã, que é uma guerra ‌que vai começar a desarranjar cadeias ‌no mundo afora", comentou Durigan durante evento ⁠de lançamento do 5º Leilão do Eco Invest Brasil, em São Paulo.

"Por exemplo, na Índia, eles estão discutindo racionamento de combustíveis. Nós não estamos discutindo racionamento de combustíveis no Brasil. Na Coreia do ‌Sul, eles estão tabelando preço."

Durigan citou ainda os ‌exemplos do Chile, ⁠onde o ⁠preço dos combustíveis subiram 85%, e da África do Sul, ⁠cuja alta foi ‌de 150%, segundo ele.

"Aqui ‌no Brasil, a gente teve um aumento de 20% -- claro que impacta, não estou menosprezando o impacto, existe um impacto -- mas que comparativamente ⁠com o resto do mundo é muito pequeno", pontuou.

Desde o início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, o tráfego de ‌petroleiros pelo Estreito de Ormuz está prejudicado, o que impulsionou os preços internacionais do petróleo, impactando ⁠o custo dos combustíveis nos países.

De acordo com Durigan, o Brasil tem demonstrado maior resiliência neste momento de pressão de preços porque, ao longo dos anos, foi desenvolvendo alternativas, como os biocombustíveis e a exploração de petróleo em águas profundas.

No novo leilão do programa Eco Invest, o governo espera levantar R$50 bilhões para o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis de ponta em setores considerados estratégicos -- incluindo o de combustíveis sustentáveis.

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