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Mombak anuncia novo fundo e passa a contar com Salesforce como compradora de créditos de carbono

21 set 2026 - 08h21
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Resumo
A startup brasileira Mombak lançou seu segundo fundo de reflorestamento com meta de US$ 150 milhões e crédito de R$ 200 milhões do BNDES para restaurar a Amazônia. Além disso, fechou um contrato de venda de créditos de carbono com a Salesforce, somando-se a clientes como Google e Microsoft. Com a expansão do mercado, impulsionada pelas emissões da infraestrutura de IA, a empresa e o BNDES preveem uma demanda ampliada para além das big techs, atraindo setores como mineração, petróleo e siderurgia.

A startup brasileira de remoção de carbono ‌Mombak anunciou nesta segunda-feira que concluiu o primeiro fechamento de seu segundo fundo de reflorestamento e assinou um novo contrato de compra antecipada de créditos de carbono com a Salesforce , ao mesmo tempo em que aposta que a demanda se expandirá para além das empresas de tecnologia que ajudaram a construir o mercado.

A empresa informou que o "The Amazon ⁠Reforestation Fund II" tem como meta arrecadar US$150 milhões para financiar projetos de restauração na Amazônia ‌brasileira e terá acesso a uma linha de crédito de R$200 milhões do Fundo Clima, operado pelo BNDES .

Os investidores estão de olho nas tendências de demanda no mercado ‌emergente de remoção de carbono, onde empresas como Google , ‌Microsoft e Meta surgiram como grandes compradoras, à medida que buscam lidar com as emissões ⁠ligadas à rápida expansão da infraestrutura de IA.

"A gente só está conseguindo fazer a captação desse segundo fundo porque a gente conseguiu provar ao longo desses últimos cinco anos que existe um business, existe uma indústria. Esse produto que a gente se propôs a criar, essa solução, tem um mercado para ela", disse o presidente-executivo da Mombak, Gabriel ‌Silva, à Reuters.

O primeiro fundo da Mombak arrecadou US$120 milhões de investidores, incluindo um fundo ‌da AXA , a CPP Investments ⁠e a Bain Capital, ⁠financiando projetos de restauração em 15 fazendas na Amazônia, onde a empresa plantou quase 15 milhões ⁠de árvores nativas.

A empresa também anunciou um contrato ‌plurianual de compra de créditos ‌de remoção de carbono com a Salesforce, adicionando a empresa de software a uma lista de compradores que já inclui Google, Microsoft e McLaren Racing.

O acordo segue a primeira emissão de créditos de remoção de carbono por reflorestamento da Mombak, ⁠realizada no início deste ano. A empresa espera uma segunda emissão, maior, de aproximadamente 80 mil toneladas métricas até o final de 2026.

SURGIMENTO DE NOVOS COMPRADORES

Embora as grandes empresas de tecnologia tenham ajudado a estabelecer o mercado para remoções de carbono de alta qualidade, tanto a Mombak quanto o BNDES ‌esperam que a demanda se expanda para novos setores.

"Ao longo do tempo, eu acho que você pode até esperar que a gente volte com anúncios de empresas que não ⁠são essas big techs", disse Silva, acrescentando que ganhos de produtividade e técnicas aprimoradas de reflorestamento estão reduzindo os custos e tornando os créditos acessíveis a uma gama mais ampla de compradores.

A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campello, disse que as empresas de tecnologia estão reavaliando suas metas climáticas à medida que os custos associados a data centers com alto consumo de energia ficam mais claros, enquanto o interesse de setores como petróleo, mineração e siderurgia se intensificou.

"A gente tem sido procurado por outros setores que não estavam com tanto apetite para a área de crédito de carbono, que têm se mostrado muito interessados", disse ela.

Os créditos de carbono permitem que as empresas compensem as emissões de gases de efeito estufa por meio do financiamento de atividades que reduzam ou removam emissões em outros locais.

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