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Mercados sobem com trégua no Oriente Médio, mas ameaça tarifária limita otimismo

Mudança fez com que o petróleo Brent despencasse no último pregão

5 jun 2026 - 10h12
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Resumo
O otimismo já reflete no mercado de commodities, com os contratos futuros de petróleo em leve queda, ampliando o movimento iniciado na véspera após o anúncio do cessar-fogo no Oriente Médio. O Brent/agosto recua 0,06%, cotado a US$ 94,97 e o WTI/julho tem leve queda de 0,01%, a US$ 93,03.
Donald Trump anunciou prorrogação de cessar-fogo
Donald Trump anunciou prorrogação de cessar-fogo
Foto: Tasos Katopodis / Getty Images

Os mercados globais encerram a semana mais otimistas após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, reduzindo os temores de uma escalada do conflito e seus impactos sobre o abastecimento global de petróleo. O gatilho foi a sinalização de Donald Trump de que as negociações com o Irã estariam em estágio avançado.

A mudança de percepção levou a uma forte queda do petróleo Brent, impulsionou as bolsas americanas e favoreceu o recuo dos rendimentos dos Treasuries. No Líbano, um novo cessar-fogo mediado pelos EUA também ajudou a melhorar o humor dos investidores, embora divergências entre as partes mantenham o cenário geopolítico no radar.

O otimismo já reflete no mercado de commodities, com os contratos futuros de petróleo em leve queda, ampliando o movimento iniciado na véspera após o anúncio do cessar-fogo entre Israel e Líbano. O Brent/agosto recua 0,06%, cotado a US$ 94,97 e o WTI/julho tem leve queda de 0,01%, a US$ 93,03.

Apesar do alívio, as incertezas permanecem. Enquanto Donald Trump afirma que as negociações avançam, o governo iraniano sustenta que ainda não houve progresso concreto. 

No Brasil, a nova ofensiva tarifária dos Estados Unidos ganhou dimensão política e elevou a tensão nas relações entre os dois países. Enquanto o governo brasileiro reforça a defesa contra as acusações de Washington e tenta evitar uma escalada comercial, o tema já começa a contaminar o debate da corrida presidencial de 2026.

Em meio à disputa, parlamentares da base governista desembarcaram em Washington para defender a posição brasileira, enquanto integrantes do governo Trump ampliam o escopo das críticas, incluindo temas como o Pix, a regulação digital e o tratamento dado às gigantes americanas de tecnologia.

Embora a medida também tenha atingido dezenas de países e a União Europeia, o impacto potencial para o Brasil é significativo. Segundo a Amcham Brasil, alguns produtos nacionais podem enfrentar tarifas acumuladas de até 37,5% caso as propostas avancem. 

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