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Justiça suspende atividades do grupo Bbom, afirma MPF

A empresa é acusada de praticar pirâmide financeira e teve os bens bloqueados

4 jul 2013 - 17h20
(atualizado em 4/12/2013 às 17h47)
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O Ministério Público Federal de Goiás (MPF/GO) afirmou nesta quarta-feira que obteve na Justiça a suspensão da atuação da empresa Bbom, proibindo a comercialização e a oferta de rastreadores. A empresa é acusada de praticar pirâmide financeira e, na semana passada, teve os bens bloqueados.

Empresa alega comercializar rastreador
Empresa alega comercializar rastreador
Foto: Divulgação

De acordo com o MPF/GO, o grupo terá de se abster de admitir novas adesões à rede, impedindo novos cadastros e disponibilizando mensagem comunicando aos internautas sobre a decisão judicial.

A Justiça Federal determinou que as empresas do grupo publiquem em seus sites o seguinte comunicado: "Por ordem da Justiça Federal, a BBom está impedida de receber a adesão de novos associados, seja através de seus sites, seja através dos sites de seus associados, bem como de receber as mensalidades cobradas dos associados já admitidos no sistema".

Na semana passada, o MPF congelou o esquema. Entre os bens bloqueados estão cerca de cem veículos, sengo alguns de luxo como Ferrari, Lamborghini e Mercedes, além de R$ 300 milhões em contas bancárias do grupo.

O MPF ainda afirmou que o que chamou atenção no caso é que, antes da criação da Bbom, as empresas não movimentaram mais do que R$ 300 mil por ano e, "em pouco mais de seis meses, o fluxo financeiro do grupo aumentou cerca de 3.000%".

A prática de pirâmide financeira é aquele na qual os participantes são remunerados apenas somente pela indicação de outros indivíduos, sem levar em consideração a real geração de vendas de produtos.

Segundo o MPF, no sistema adotado pela Bbom, "os interessados associavam-se mediante o pagamento de uma taxa de cadastro (R$ 60,00) e de um valor de adesão que variava dependendo do plano escolhido, obrigando-se a atrair novos associados e a pagar uma taxa mensal obrigatória no valor de R$ 80,00 pelo prazo de 36 meses. O mecanismo de bonificação aos associados era calculado sobre as adesões de novos participantes. Quanto mais gente era trazida para a rede, maior era a premiação prometida".

Em contato com o Terra a empresa afirmou que "atua no mercado através de venda direta e do marketing multinível para comercializar diversos produtos, entre eles, rastreadores. Estes equipamentos são homologados pela Anatel, porém a licença é fornecida para a empresa que produz o equipamento e não para aquela que o distribui, que vem a ser o caso da BBom".

Além disso, a Bbom informou que "não recebemos nenhuma notificação ou intimação de qualquer autoridade pública nacional, porém nos colocamos à disposição de toda e qualquer autoridade que queira conhecer e compreender corretamente o modelo de negócios adotado pela BBom. Nossa equipe jurídica já se encontra em Goiânia para apresentar defesa e pedir a cassação da decisão de bloqueio das contas e bens da empresa".

Fonte: Terra
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