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Itaú Unibanco vê um longo caminho para retomada, foca em corte de custos

5 mai 2020 - 10h09
(atualizado às 12h03)
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O Itaú Unibanco disse nesta terça-feira que os cortes de despesas no primeiro trimestre e provisões mais altas evidenciaram apenas o começo de medidas para conter os efeitos da crise, uma vez que o banco projeta uma lenta recuperação econômica após o pico da pandemia de coronavírus.

06/09/2017
REUTERS/Pilar Olivares
06/09/2017 REUTERS/Pilar Olivares
Foto: Reuters

"Não temos uma avaliação da duração da crise, mas sabemos que a recuperação de nossos clientes será um longo caminho", disse o presidente-executivo, Candido Bracher, a analistas em uma teleconferência.

Ele acrescentou que a atual turbulência política pode retardar qualquer recuperação na maior economia da América Latina, à medida que investigações em relação ao presidente Jair Bolsonaro e sua família corroem sua popularidade e alimentam boatos de impeachment.

O lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco no primeiro trimestre, que exclui itens extraordinários, caiu 43,1% em relação ao ano anterior, para 3,912 bilhões de reais, uma vez que as provisões para perdas com empréstimos dispararam, conforme o banco reportou na véspera.

O banco reservou 4,5 bilhões de reais no primeiro trimestre para possíveis perdas futuras com empréstimos e pode aumentar ainda mais as provisões nos próximos trimestres para se ajustar ao cenário econômico, disse o diretor financeiro, Milton Maluhy.

Mesmo assim, as ações preferenciais do Itaú Unibanco subiam 4,5% nas negociações no meio da manhã, entre as principais altas do Ibovespa, que avançava 1,8%.

"Achamos que o banco está bem preparado para enfrentar a crise com a maior cobertura e reservas excedentes para perdas entre seus pares e um índice de capital ainda saudável", disseram analistas da Goldman Sachs, em nota aos clientes.

As despesas operacionais do primeiro trimestre caíram 0,6% em relação ao ano anterior, e Bracher disse que o banco está comprometido com a redução dos custos nominais este ano, para ajudar a enfrentar maiores provisões e receitas de tarifas sob pressão.

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