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Haddad diz que aporte aos Correios só seria feito 'dentro das regras' e após plano de recuperação

Ministro afirma que dispositivo aprovado na LDO que permite retirada de até R$ 10 bi da meta de déficit das estatais em 2026 é 'preventivo'

4 dez 2025 - 17h57
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BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sustentou que, se houver aporte aos Correios, ele será feito "dentro das regras atuais". "Não tem nada a ver com arcabouço fiscal. Se houver um aporte é dentro das regras atuais, não é fora de regra", disse.

Indagado se é preciso socorrer os Correios, o ministro respondeu: "Nós precisamos antes aprovar o plano de recuperação. Nós não vamos fazer um aporte sem o plano de recuperação aprovado, nem empréstimo, nem aporte, nem aval; tudo depende do plano de reestruturação da companhia". Cabe ao Tesouro Nacional aprovar esse plano.

Ministro afirma que dispositivo aprovado na LDO que permite retirada de até R$ 10 bi da meta de déficit das estatais em 2026 é ‘preventivo’
Ministro afirma que dispositivo aprovado na LDO que permite retirada de até R$ 10 bi da meta de déficit das estatais em 2026 é ‘preventivo’
Foto: Wilton Junior/Estadão / Estadão

Na terça-feira, o Tesouro Nacional informou à estatal que não dará aval ao empréstimo pleiteado de R$ 20 bilhões caso as taxas de juros estejam acima de 120% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). A proposta dos bancos, segundo apurou o Estadão, foi de 136% do CDI. Ou seja: com essa taxa, a proposta foi recusada, abrindo nova rodada de negociação.

Os Correios correm para conseguir a liberação do empréstimo para lidar com uma crise financeira sem precedentes. De janeiro a setembro deste ano, a empresa teve um prejuízo de R$ 6,05 bilhões, em uma combinação de queda de receitas com aumento de despesas.

Mudança na LDO dá 'alívio' a governo Lula

Nesta quinta-feira, 4, foi incluído no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, aprovado pelo Congresso Nacional, um dispositivo para retirar até R$ 10 bilhões da meta de déficit primário das estatais.

Na prática, a medida permite que os Correios tenham um prejuízo maior no próximo ano sem afetar as demais despesas do governo federal. Originalmente, o resultado poderia levar o Executivo a congelar outros gastos do Orçamento para compensar a meta - que, em 2026, é de déficit de R$ 6,7 bilhões.

Sobre esse ponto, Haddad disse que é algo "preventivo", ou seja, "se precisar usar". "Precisa até ter a previsão, porque senão você não consegue fazer. Não consegue dar o aporte".

O ministro disse que o Tesouro está estudando as possibilidades de ajuda à empresa de serviço postal. "Nós vamos considerar todas as variáveis para tomar decisão. Mas tem uma equipe do Tesouro só nisso". Ele afirmou que pode ser que essa ajuda saia ainda em 2025, "mas, de novo, dentro das regras".

Estadão
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