Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Guilherme Mello diz não ter recebido convite para o BC, mas que aceitaria o cargo

Nome do secretário de Política Econômica, indicado para o Banco Central por Fernando Haddad, foi recebido com desconfiança pelo mercado financeiro

6 fev 2026 - 13h00
Compartilhar
Exibir comentários

BRASÍLIA - O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, disse, nesta sexta-feira, 6, que se sente lisonjeado com a indicação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para que ele seja diretor do Banco Central. Ele afirmou, entretanto, que não recebeu nenhum convite para o cargo ainda, mas que aceitaria se este viesse.

"O que eu queria dizer é que eu fico lisonjeado pela lembrança do meu nome, fico muito feliz pela confiança do ministro (…) em indicar o meu nome. No entanto, não recebi nenhum convite", afirmou.

Haddad levou o nome de Mello ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ainda não tomou nenhuma decisão sobre o fato. O secretário, porém, disse que está à disposição de Lula e do ministro para cumprir as tarefas que eles definirem.

Mello não quis responder se acredita ser capacitado para assumir a diretoria de política econômica do Banco Central, mas a subsecretária de Política Macroeconômica, Raquel Nadal, afirmou que poderia atestar a competência do chefe em analisar a política monetária.

O nome de Mello foi recebido com desconfiança pelo mercado financeiro. Mello é considerado um contestador de princípios da teoria econômica dominante, a chamada ortodoxia neoclássica, que defende a ideia de que os mercados se autorregulam. Ele é visto como um economista heterodoxo, com foco no bem-estar social, alguém que militaria no Comitê de Política Monetária (Copom) por juros baixos mesmo se as condições macroeconômicas concorressem para o contrário.

Declarações sobre a Selic

Mello disse nesta sexta-feira, porém, que suas declarações sobre a Selic são "fáticas" sobre o impacto de juros na economia. "Não é uma avaliação de se isso está certo ou se está errado. É um fato. Você olha aqui, é um fato. Sempre tive todo o cuidado, enquanto estou aqui nessa cadeira de secretário de Política Econômica, de deixar bem claro que quem tem as condições de tomar essas decisões, decisões ligadas à política monetária, são os membros do Copom", afirmou.

Perguntado sobre se há espaço para um corte mais agressivo na Selic a partir da próxima reunião do Copom, Mello não quis responder diretamente, dizendo que a decisão sobre a política monetária cabe ao Copom, que tem as melhores informações.

"Eu tenho absoluta confiança que o Banco Central tem feito um trabalho muito importante. Eu tenho ressaltado isso já há algum tempo na análise", completou.

Ele disse ainda ter absoluta confiança no trabalho do BC, que este já sinalizou uma redução, mas que a magnitude depende apenas da autoridade monetária. Apesar de dizer que conversa constantemente com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, por serem amigos, não respondeu claramente se dialogou sobre a possível indicação com o banqueiro central.

"O Gabriel é um amigo meu, de longa data, nós somos amigos desde a época da faculdade. Então, nós conversamos várias vezes sobre vários assuntos. Mas eu não entro nesse tipo de assunto, porque esse tipo de assunto é um assunto do presidente", disse.

Estadão
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade