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Greve de caminhoneiros leva processadoras de soja a suspender operações, diz Abiove

23 mai 2018
17h20
atualizado às 17h35
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Os protestos de caminhoneiros em todo o Brasil já levaram algumas unidades processadoras de soja a suspenderem as operações, alertou nesta quarta-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

Homens trabalham em montanha de soja estocada em Sorriso, Mato Grosso, Brasil
27/09/2012
REUTERS/Nacho Doce
Homens trabalham em montanha de soja estocada em Sorriso, Mato Grosso, Brasil 27/09/2012 REUTERS/Nacho Doce
Foto: Reuters

Em comunicado, a entidade disse que "foi informada por suas associadas sobre a paralisação de diversas unidades industriais de processamento de soja, produção de farelo de soja, de óleo vegetal e de biodiesel, em razão da impossibilidade do recebimento de matérias-primas e do escoamento de produtos".

A associação disse temer que a continuidade da greve "prejudique ainda mais" o abastecimento doméstico e a exportação de produtos, "impactando diretamente no cumprimento dos seus contratos".

A associação, que tem entre os associados companhias multinacionais como a Bunge, Cargill, ADM, não especificou quantas unidades pararam a produção.

Os caminhoneiros protestam pelo terceiro dia consecutivo contra a alta do diesel e já anunciaram que farão mais manifestações na quinta-feira, após não se chegar a um acordo com o governo.

Dado o atual cenário, a Abiove orientou suas associadas a se manifestarem junto a fornecedores e clientes, "explicando que atrasos podem ocorrer na recepção e expedição de produtos fruto da manutenção da greve, sendo estes motivos de força maior e fora do controle das empresas".

O Brasil é o maior exportador mundial de soja e acaba de colher uma safra recorde, de quase 120 milhões de toneladas, com previsão de embarques também históricos em 2018, acima de 70 milhões de toneladas.

A soja é o principal produto da pauta de exportação do Brasil.

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