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Gol chega à audiência decisiva nos EUA com apoio da maioria dos credores e US$ 1,9 bi garantido

Expectativa é de que o plano seja aprovado pelo juiz responsável, abrindo caminho para o fim do Chapter 11, equivalente à recuperação judicial

19 mai 2025 - 16h53
(atualizado às 18h36)
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A Gol tem nesta terça-feira, 20, uma audiência decisiva em Nova York para confirmar seu plano de sair do Chapter 11, equivalente à recuperação judicial na Justiça dos Estados Unidos. A empresa aérea chega ao encontro com uma captação de US$ 1,9 bilhão assegurada e com o apoio da maior parte dos credores.

Nesse cenário, embora ainda haja credores com objeções, a expectativa é de que o plano seja aprovado pelo juiz responsável, abrindo caminho para o fim do Chapter 11 da Gol, iniciado em janeiro do ano passado. Após o aval na audiência, o processo deve passar por trâmites finais e ser encerrado em junho, conforme divulgado recentemente pela companhia.

Nesta segunda-feira, 19, um dos que credores que haviam se manifestado contra um aspecto do plano apresentado ao tribunal americano no último dia 13, a Oracle, retirou sua objeção, de acordo com documentos oficiais. A Tam Linhas Aéreas também tinha apresentado ao juiz em Nova York uma objeção, retirada na semana passada. Há ainda dois grupos com objeções, segundo os documentos.

A votação dos credores ao plano de reestruturação financeira da Gol terminou no último dia 12, e o juiz que cuida do caso, Martin Glenn, deve discutir o resultado na audiência, ouvir as partes e dizer se concorda ou não. A audiência está marcada para começar às 11h (de Brasília) e envolveu a apresentação, até agora, de mais de 35 documentos.

Antes da audiência, a Gol conseguiu resolver um ponto importante de incerteza sobre seu processo de saída do Chapter 11, a captação dos recursos para tocar o dia a dia da empresa.

A companhia aérea levantou os US$ 1,9 bilhão necessários por meio de instrumentos de dívida, sem fazer a oferta de ações inicialmente prevista que, com o mercado atual, seria complicado.

O dinheiro foi assegurado com atuais credores, como os detentores de títulos de dívida da companhia do mercado, e com outros investidores, que colocaram US$ 570 milhões. Os recursos têm prazo de cinco anos.

Como está a fusão com a Azul

A saída da Gol do Chapter 11 sempre foi citada como essencial para o andamento das negociações de uma potencial fusão com a Azul, já que o objetivo da operação seria criar uma companhia aérea mais saudável.

"Não vamos fazer uma transação que eleve a alavancagem, a dívida não vai aumentar", afirmou o CFO do Grupo Abra (holding que controla a Gol), Manuel Irarrázaval, logo após o anúncio do memorando de entendimento para a combinação de negócios, assinado em janeiro de 2025.

Contudo, a melhora financeira da Gol após o processo pode ser ofuscada pela situação da concorrente, com a piora do endividamento e dificuldade para captar recursos.

Nesse cenário, a possibilidade de a Azul entrar em recuperação judicial nos Estados Unidos, pelo mecanismo do Chapter 11, voltou a ser uma das opções consideradas pela companhia e seus credores, de acordo com pessoas que acompanham o assunto ouvidas pelo Estadão/Broadcast no exterior e no Brasil. O executivo de um banco de investimento estrangeiro, na condição de anonimato, comentou que o setor, já complexo, no Brasil ficou judicializado demais.

Em resposta aos rumores sobre uma possível recuperação judicial, a Azul afirmou que, no curso ordinário de sua gestão financeira e estratégica, "monitora constantemente alternativas" que possam contribuir para o fortalecimento de sua estrutura de capital e preservação de liquidez, com foco na sustentabilidade de longo prazo de suas operações.

A companhia entende que realizou progressos significativos na redução de sua dívida e alavancagem, e esclarece, em comunicado ao mercado, que permanece em discussões contínuas com parceiros para otimizar sua estrutura de capital e posição de liquidez.

Estadão
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