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Geladeira do futuro vai estar na casa toda

Vilão do consumo, refrigerador poderá estar em gavetas, armários, com diferentes temperaturas e baixíssimo uso de energia

22 mai 2009 - 09h22
(atualizado às 11h23)
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As necessárias geladeiras, vitais na conservação, são também vilãs do meio ambiente, por seu consumo permanente de energia. Tanto que o governo tem planos para substituir 10 milhões nelas nos próximos anos por outras de funcionamento mais econômico. Mas o quadro pode mudar em futuro não muito distante, graças a tecnologias que estão sendo testadas ou já aplicadas nas bancadas dos cientistas ou nas indústrias. O professor Jader Barbosa, do Polo (Laboratórios de Pesquisa em Refrigeração e Termofísica), ligado à Universidade Federal de Santa Catarina, vê três caminhos, dois deles já em prática: 1) geladeiras que operam com dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa, retendo 300 gramas em seus dutos, 2) movidas a isobutano, gás menos agressivo ao meio ambiente, e 3) refrigeração magnetocalórica, que se baseia na mudança de temperatura observada em alguns materiais quando submetidos a um campo magnético (ímã).

Somente os 10 milhões de geladeiras que o governo pretende substituir nos próximos anos poderiam armazenar 3 milhões de toneladas de CO2. O dióxido de carbono já é usado em geladeiras comerciais e a Europa vai exigir que o ar-condicionado dos novos veículos também contenha o gás. Nas Olimpíadas 2008, em Pequim, por exemplo, os refrigeradores para a venda de bebidas energéticas e refrigerantes usavam o CO2 e a tecnologia empregada teve a participação dos laboratórios do Polo. Mas é à refrigeração magnetocalórica que Barbosa se dedica agora.

Para usar uma imagem da jornalista Arley Reis, da Agência de Comunicação da UFSC (que também cedeu a foto do professor para o Mercado Carbono), o domínio cada vez maior do conhecimento faz com que os pesquisadores vislumbrem mudanças nos conceitos relacionados à refrigeração doméstica. "Ao invés de reservar espaço para esse equipamento na cozinha, imagine gavetas refrigeradas em armários, atendendo a necessidade de diferentes temperaturas. Em vez de um frigobar no quarto, gavetas resfriadas. Aplicações avançadas, como roupas e calçados com capacidade de resfriamento, são também vislumbradas, assim com o maior controle sobre o condicionamento de ambientes."

Barbosa explica que alguns metais como lantânio e gadolínio, quando submetidos a campos magnéticos, mudam de temperatura. Apesar de o efeito magnetocalórico ser conhecido há mais de um século, só recentemente, com a descoberta de ligas especiais, tem sido possível sua exploração em refrigeração perto da temperatura ambiente. Grupos de pesquisa nos Estados Unidos, Japão e França já desenvolveram protótipos de refrigerados magnéticos. O primeiro protótipo de demonstração do Polo estará em funcionamento até o final do ano, prevê Barbosa. A refrigeração magnetocalórica é uma tecnologia limpa, silenciosa e com grande potencial para redução de consumo de energia no futuro.

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Refrigeração e Termofísica receberá R$ 4,8 milhões nos próximos três anos para melhor compreender os fenômenos relacionados à produção de frio, sob coordenação do Polo. O setor reúne cerca de cem pessoas, entre professores, pesquisadores, técnicos e

Fonte: DiárioNet DiárioNet
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