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Fed aprova pedido do Banco Inter para operar filial bancária nos EUA, em Miami

Com a 'state-licensed branch', a fintech será classificada como uma organização bancária estrangeira; assim, poderá oferecer produtos de depósito e crédito a pessoas físicas e jurídicas

16 jan 2026 - 17h00
(atualizado às 18h11)
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O Conselho do Federal Reserve (Fed), equivalente ao Banco Central dos EUA, aprovou o pedido do Banco Inter para estabelecer uma filial bancária em Miami, na Flórida, informou a autoridade monetária em comunicado divulgado nesta sexta-feira, 16.

O CEO global do Inter, João Vitor Menin, afirmou que a autorização representa mais um passo na estratégia da fintech brasileira de reforçar posicionamento global.

"A agência em Miami nos permitirá escalar nossa oferta, gerar mais conveniência e valor para os clientes e fortalecer a posição do Inter no sistema financeiro internacional", disse o executivo.

A certificação permite à fintech brasileira ampliar a oferta de serviços e produtos financeiros, mas não representa uma licença bancária completa. Segundo o Inter, a nova operação funcionará como um hub bancário digital-first (com foco digital) e possibilitará a ampliação da oferta de produtos bancários e de crédito, incluindo contas correntes e de poupança, cartões de débito e crédito, além de diferentes modalidades de financiamento. O banco digital também poderá realizar a captação de depósitos em dólar de clientes estrangeiros.

Até então, a instituição financeira operava nos EUA por meio da subsidiária Inter Payments, que presta serviço de transferência de dinheiro em 44 Estados. Atuava também pela Inter US Holdings, com serviços de financiamento e originação de crédito imobiliário, consultoria de investidores e corretora de valores mobiliários.

Com a chamada "state-licensed branch", a fintech será classificada como uma organização bancária estrangeira. Assim, poderá oferecer produtos de depósito e crédito a pessoas físicas e jurídicas, de acordo com o documento do Fed que detalha o processo. O regulador avaliou que a aprovação não representa nenhum tipo de risco à estabilidade financeira americana.

O movimento é parte de uma tendência mais ampla do setor financeiro brasileiro de investir em operações na maior economia do planeta. No começo deste mês, o BTG Pactual concluiu a aquisição do M.Y. Safra Bank, banco com sede em Nova York fundado por um membro da terceira geração da família Safra, mas sem relação com o grupo J. Safra. Já o Nubank deu entrada, em setembro, em um pedido para obter uma licença bancária nos EUA.

Estadão
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