Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Exportação brasileira pode crescer US$ 7 bi no curto prazo com acordo comercial, diz Apex

Agência levou em conta o potencial de crescimento de 242 produtos que terão redução de alíquotas assim que o acordo entrar em vigor

6 dez 2024 - 08h22
(atualizado às 11h32)
Compartilhar
Exibir comentários

O acordo entre Mercosul e União Europeia, anunciado nesta sexta-feira, 6, pode gerar um aumento imediato de mais de US$ 7 bilhões nas exportações do Brasil, avaliou a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em nota. O cálculo foi realizado pela inteligência de mercado da ApexBrasil.

"Estimamos um aumento de mais US$ 7 bilhões em exportações do Brasil para o bloco europeu no curto prazo. Os 242 produtos que serão desagravados imediatamente (assim que o acordo entrar em vigor) ou em 4 anos representam hoje US$ 3,5 bilhões e 3,2% das importações europeias selecionadas. Se alcançarmos 10% de participação, o que é viável, estamos falando em US$ 7 bilhões em curtíssimo prazo", comentou, na nota, o gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, Igor Celeste.

Brasil poderá aproveitar as mais de 1,8 mil oportunidades abertas, disse Jorge Viana
Brasil poderá aproveitar as mais de 1,8 mil oportunidades abertas, disse Jorge Viana
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

A agência classifica o acordo como um passo estratégico para as exportações brasileiras, com a eliminação gradual de tarifas sobre 97% dos bens industriais e 77% dos bens agrícolas exportados ao bloco europeu. "O Brasil poderá aproveitar as mais de 1.800 oportunidades de curto prazo para o bloco que a ApexBrasil mapeou, com destaque para uma ampla gama de produtos, como café, milho, suco de laranja, mel natural, aviões, calçados, móveis de madeira, entre muitos outros", afirmou o presidente da agência, Jorge Viana.

Entre 2003 e 2023, a participação da União Europeia nas exportações brasileiras caiu de 23% para 13,6%, afetada pelo aumento das relações comerciais com a Ásia, especialmente com a China. O novo pacto busca reverter essa tendência, diversificando a pauta exportadora e aumentando o valor agregado dos produtos brasileiros, destacou a ApexBrasil.

Além de impulsionar o comércio, o acordo pode revitalizar os investimentos estrangeiros diretos (IED) europeus no Brasil, que somaram US$ 497 bilhões em 2023, apesar de sua participação relativa ter caído de 49% para 38% nos últimos quatro anos, segundo a agência. A União Europeia permanece como a principal origem de IED no País, com potencial de crescimento na esteira do pacto comercial.

Para entrar em vigor, porém, ainda há um caminho relativamente longo. O tratado precisa passar por uma revisão legal, ser traduzido em todas as línguas dos países que compõem a União Europeia, e depois ser aprovado no Parlamento Europeu e nos congressos de todos os países, tanto do Mercosul quanto da UE.

Estadão
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade