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Estatal ferroviária Valec é centro de corrupção, diz Guedes

Ministro comentou sobre a estatal durante a abertura da Dubai Air Show, feira de aviação em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos

14 nov 2021 13h50
| atualizado às 14h01
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Ministro da Economia, Paulo Guedes
22/10/2021
REUTERS/Ueslei Marcelino
Ministro da Economia, Paulo Guedes 22/10/2021 REUTERS/Ueslei Marcelino
Foto: Reuters

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou neste domingo (14), que a Valec, empresa estatal de ferrovias ligada ao Ministério da Infraestrutura, deveria ser fechada. O chefe da equipe econômica comentou sobre a estatal durante a abertura da Dubai Air Show, feira de aviação em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

"São quatro ou cinco empresas que geram R$ 28 bilhões de um lado e a gente carrega 150 deficitárias do outro lado, Valec, EBP (Estruturadora Brasileira de Projetos). A EBP fez um trem bala que não existe, a Valec já tinha que ter fechado, centro de corrupção", disse o ministro, em conversa com jornalistas.

A Valec, assim como quase a totalidade da área federal de transportes, costumava ser um feudo do PL, partido que o presidente Jair Bolsonaro negocia a filiação. Em 2011, durante a gestão de Dilma Rousseff (PT), a Valec e o próprio comando do Ministério dos Transportes (hoje Infraestrutura) tiveram que ser trocados diversas vezes por conta de suspeitas de corrupção. Em 2020, já durante a o governo Bolsonaro, a empresa ferroviária também aparecia em denúncias de irregularidades .

Guedes também afirmou que apenas cinco estatais fecham os balanços anuais com saldo positivo. "Nós ganhamos 28 bilhões de reais todo ano, são mais de 5 bilhões de dólares, com as estatais superavitárias, só que a gente enterra na deficitárias".

De acordo com o chefe da equipe econômica, as empresas estatais que dão lucro rendem R$ 28 bilhões, mas que as que dão prejuízo quase anulam isso, pois dão prejuízo de R$ 27 bilhões.

Ao ser perguntado sobre a privatização dos Correios, o ministro foi evasivo. "Está fora do cronograma, mas vamos continuar insistindo", afirmou. O projeto que permite a privatização da estatal foi aprovado pela Câmara em agosto, mas está sem perspectiva de avançar no Senado.

Estadão
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