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Economista-chefe do BC britânico diz não ver crescimento da economia e alerta para altas fortes de juros

6 jul 2022 - 09h17
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O economista-chefe do banco central britânico, Huw Pill, alertou nesta quarta-feira que a economia do Reino Unido vai desacelerar ao longo dos próximos 12 meses e repetiu sua preferência por uma abordagem "de mão firme" para aumentar a taxa de juros.

Com a inflação caminhando para os dois dígitos e o crescimento da economia perdendo força rapidamente, Pill disse que o Banco da Inglaterra está tentando traçar um caminho estreito entre essas duas forças e fazer com que o aumento dos preços ao consumidor volte para sua meta de 2%.

Instituições internacionais, como o Fundo Monetário Internacional e a OCDE, dizem que o Reino Unido é mais suscetível à recessão e à inflação persistentemente alta do que outros países ocidentais que se debatem com choques nos mercados globais de energia e commodities.

A turbulência política - com o primeiro-ministro Boris Johnson se recuperando da renúncia de seus ministros da Saúde e das Finanças na terça-feira - aumentou a sensação de tumulto no Reino Unido.

"Não esperamos realmente ver nenhum crescimento na economia ao longo do próximo ano", disse Pill após um discurso em uma conferência organizada pelo King's College London's Qatar Centre for Global Banking & Finance.

No mês passado, o Comitê de Política Monetária do Banco da Inglaterra disse que estava pronto para "agir com força se necessário" para enfrentar a inflação que provavelmente irá exceder 11% este ano.

Por enquanto, ele manteve sua abordagem preferida "de mão firme" e alertou que grandes movimentos na taxa de referência do banco central poderiam ser contraproducentes.

"Movimentos ousados isolados podem ... ser perturbadores em termos de seu impacto sobre os mercados financeiros", disse Pill, respondendo às perguntas do público.

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