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Economia da China registra crescimento de 5% em 2025, um dos mais fracos em décadas

Resultado cumpre meta oficial, mas desaceleração no fim do ano, consumo fraco e crise no setor imobiliário preocupam analistas

19 jan 2026 - 03h59
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A economia da China cresceu 5% em 2025, informou o governo chinês nesta segunda-feira, 19. O resultado ficou dentro da meta oficial, mas representa um dos ritmos de expansão mais lentos das últimas décadas, em meio à fraqueza do consumo interno e à prolongada crise de endividamento no setor imobiliário.

A meta estabelecida por Pequim para o ano passado era de crescimento "em torno de 5%", repetindo o desempenho de 2024. No entanto, o avanço perdeu fôlego ao longo do ano. Entre outubro e dezembro, o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 4,5%, em linha com as projeções, mas indicando desaceleração no último trimestre.

Apesar de o governo considerar o objetivo cumprido, analistas apontam que o crescimento foi desigual e que os dados agregados não refletem a fragilidade da economia real. O consumo segue contido, pressionado pela incerteza em relação ao mercado de trabalho e pelo alto desemprego, mesmo após medidas de estímulo fiscal e subsídios para a troca de bens domésticos.

As vendas no varejo avançaram apenas 0,9% em dezembro na comparação anual, o pior desempenho desde o fim de 2022, quando a China encerrou a política de Covid zero. O resultado ficou abaixo da alta de 1,3% registrada em novembro, prolongando uma desaceleração observada há meses.

O setor imobiliário, que por anos sustentou o crescimento econômico do país, continua em retração. Os investimentos imobiliários caíram 17,2% em 2025, apesar de cortes de juros e da flexibilização de restrições à compra de imóveis. No total, os investimentos em ativos fixos recuaram 3,8% no ano.

No cenário externo, 2025 foi marcado pela retomada da guerra comercial entre China e Estados Unidos, após o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Pequim e Washington chegaram a uma trégua provisória em outubro, suspendendo temporariamente tarifas recíprocas.

As exportações chinesas para os EUA caíram 20% no ano passado, segundo dados oficiais. Ainda assim, o impacto foi compensado pelo aumento das vendas para outros mercados. O superávit comercial da China atingiu o recorde de US$ 1,2 trilhão em 2025.

As exportações para países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN) cresceram 13,4%, enquanto os embarques para a África avançaram 25,8%. As vendas para a União Europeia subiram 8,4%, apesar da queda nas importações vindas do bloco./AFP

Estadão
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