Dólar sobe com mercado à espera de decisões sobre juros no Brasil e nos EUA
O dólar subia na manhã de quarta-feira, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana também no exterior, com investidores à espera das decisões sobre juros nos Estados Unidos e no Brasil.
Os preços do petróleo, que têm servido como termômetro do mercado para a guerra no Oriente Médio, oscilam próximos da estabilidade em Nova York, mas sobem para acima dos US$106 o barril em Londres.
Às 9h55, o dólar à vista subia 0,52%, aos R$5,2273 na venda.
Na B3, o contrato de dólar futuro para abril -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- avançava 0,54%, aos R$5,2430.
Na terça-feira, o dólar à vista fechou o dia em baixa de 0,57%, aos R$5,2005, com as cotações acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior, ainda que a guerra de EUA e Israel contra o Irã siga prejudicando o transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz -- um ponto fundamental para a distribuição da commodity.
Nesta quarta-feira, os investidores globais se voltam para a decisão do Federal Reserve, às 15h, com a expectativa de que a taxa de juros será mantida, mas em busca de pistas sobre o futuro dos juros norte-americanos, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%. Em meio aos receios com o impacto inflacionário da disparada do petróleo, os ativos precificam um corte de juros apenas em junho nos EUA.
Às 9h55, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,26%, a 99,814.
No Brasil, o Banco Central anunciará o novo patamar da Selic, hoje em 15%, depois das 18h30, quando os mercados já estarão fechados. A precificação majoritária nos ativos é de corte de 25 pontos-base da taxa básica, mas nos últimos dias têm crescido as apostas de que o BC pode optar pela manutenção, tendo em vista o impacto inflacionário trazido pela guerra.
O diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. A guerra, porém, tem sido um fator de alta para a moeda norte-americana.
Às 11h30, o Banco Central realiza leilão de 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de abril.