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Taxas dos DIs sobem antes de decisões sobre juros do Fed e do BC

18 mar 2026 - 10h52
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Após chegarem a ceder ‌no início da sessão, as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) exibem altas leves nesta manhã de quarta-feira, em meio à expectativa dos investidores antes das decisões sobre juros dos EUA e, em especial, do Brasil.

O avanço ocorre já após novo anúncio do Tesouro de leilões extraordinários de compra e venda ⁠de títulos prefixados, para as 11h, e com a alta firme dos rendimentos ‌dos Treasuries de curto prazo no exterior.

Às 10h29, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 14,21%, com alta de 5 pontos-base ‌ante o ajuste de 14,158% da sessão ‌anterior. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para ⁠janeiro de 2035 marcava 13,86%, com elevação de 4 pontos-base ante 13,825%.

Como vem fazendo desde o início da semana, o Tesouro anunciou para esta manhã de quarta-feira leilões extraordinários de compra e venda dos títulos prefixados Letras do Tesouro Nacional (LTN) e Notas do Tesouro Nacional - Série F (NTN-F).

O objetivo, como afirmou ‌o Tesouro na segunda-feira, é garantir o "bom funcionamento" do mercado, em um contexto ‌de preocupações com o ⁠efeito inflacionário da ⁠disparada do petróleo em função da guerra no Oriente Médio.

Na terça-feira, receios de que possa ⁠haver uma greve de caminhoneiros no ‌Brasil por conta do aumento ‌do diesel definiram o fechamento em alta das taxas dos DIs, mesmo com os leilões do Tesouro. Nesta quarta-feira, as preocupações com a greve seguem permeando os negócios.

Para conter a crise com os caminhoneiros, ⁠o governo Lula anunciará nesta quarta-feira um endurecimento da fiscalização para o cumprimento da tabela mínima de frete e fará uma proposta aos governos estaduais sobre o ICMS que incide sobre combustíveis. O ICMS é um fator importante na composição dos preços dos ‌combustíveis nos Estados.

Neste cenário, os investidores aguardam com ansiedade as decisões sobre juros do Federal Reserve, às 15h, e do Banco Central do Brasil, ⁠após as 18h30.

Em meio aos receios com o impacto inflacionário da disparada do petróleo, os ativos precificam um corte de juros pelo Fed apenas em junho, conforme a ferramenta CME FedWatch. Atualmente, a taxa de juros está na faixa de 3,50% a 3,75% nos EUA.

Às 10h29, o rendimento do Treasury de dois anos --que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha alta de 4 pontos-base, a 3,714%.

No Brasil, a precificação majoritária nos ativos é de corte de 25 pontos-base da Selic nesta quarta-feira, mas nos últimos dias têm crescido as apostas de que o BC pode optar pela manutenção da taxa básica em 15%, tendo em vista o impacto inflacionário trazido pela guerra.

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