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Dívida pública federal cresce 18% em 2025, maior aumento em dez anos, aponta Tesouro

Crescimento foi impulsionado em grande medida pelo patamar da taxa de juros, que alcançou 15%; Tesouro fala que alta tem relação com aumento do colchão de liquidez

28 jan 2026 - 18h15
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BRASÍLIA - A dívida pública federal (DPF) aumentou 18% em 2025 em relação ao ano anterior, chegando a R$ 8,635 trilhões. Esse crescimento, o maior desde 2015, foi impulsionado, em grande medida, pelo patamar da taxa de juros da economia, que alcançou 15% em meados do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira, 28, pelo Tesouro Nacional.

A DPF, que inclui dívida interna e externa, é contraída pelo Tesouro para financiar o déficit orçamentário do governo federal - ou seja, quando o governo gasta mais do que arrecada. O endividamento pode ocorrer por meio da emissão de títulos públicos ou pela assinatura de contratos.

'Colchão de liquidez'

O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que o aumento do estoque da dívida em 2025 tem relação com o aumento do colchão de liquidez - ou seja, uma espécie de reserva financeira.

"Esse olhar para a variação do estoque tem que ser relativizado, tem que ser olhado de uma forma mais abrangente quando o que está acontecendo com o colchão de liquidez porque poderia estar reduzindo, consumindo o colchão de liquidez", explicou Ceron. "A gente poderia ter consumido o colchão de liquidez e ter feito uma variação do estoque muito menor. O que significa que foi um ano muito bom do ponto de vista de resultados fiscais? Não seria correto dizer", argumentou o secretário.

Ceron sustentou ainda que o que funciona para fins de meta de resultado fiscal "de nenhuma forma não está contemplado nos resultados que são apresentados pelo Tesouro Nacional". Nesta quinta-feira, 29, será divulgado o Resultado do Tesouro Nacional (RTN).

"Vocês vão ver o resultado amanhã, então não vou antecipar; mas ele é o resultado efetivo. Tem uma discussão no quadro do que se refere à meta, mas a gente apresenta qual é o resultado primário apurado, de fato, abaixo da linha sem nenhuma exceção, sem nenhum tipo de omissão ou qualquer coisa que o valha."

O subsecretário da Dívida Pública, Daniel Leal, acrescentou que o aumento da dívida de um ano para outro pode estar relacionado aos juros ou a um bom momento do mercado, em que há mais emissões e recomposição do colchão de liquidez.

Segundo Leal, o aumento de quase 20% na DPF não foi causado por um maior ou menor déficit primário, maior ou menor déficit nominal. "Isso aqui está muito mais relacionado a um bom momento que a gente teve em 2025 que propiciou a gente poder fazer uma emissão e recompor esse colchão de liquidez para enfrentar 2026", afirmou

Além do aumento da dívida pela alta de juros, a emissão líquida representou um terço do aumento do estoque da DPF. Como a DPMFi (interna) representa cerca de 96% do estoque da dívida, praticamente toda a elevação está concentrada nesse componente.

Dezembro

Em dezembro, a DPF cresceu 1,82% na comparação com novembro. A correção de juros no estoque da dívida foi de R$ 94,83 bilhões no mês passado. As emissões líquidas somaram R$ 59,93 bilhões.

A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) cresceu 1,76%, e fechou o mês em R$ 8,309 trilhões. A Dívida Pública Federal externa (DPFe) cresceu 3,53%, para R$ 326,07 bilhões.

Estadão
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