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Desemprego até abril fica em 5,8%, aponta IBGE; resultado vem abaixo do esperado

Em igual período do ano passado, taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,6%; mediana do mercado indicava recuo da taxa de desemprego a 5,9%

28 mai 2026 - 09h21
(atualizado às 09h47)
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O desemprego no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, de acordo com os dados mensais da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira, 28, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2025, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,6%. No trimestre móvel até março, a taxa de desocupação estava em 6,1%.

Segundo o IBGE, 6,3 milhões de pessoas buscaram trabalho sem sucesso no trimestre encerrado em abril, 471 mil a mais do que no trimestre encerrado em março.

"O aumento da desocupação nesse trimestre móvel decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores", afirmou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy, em nota.

Taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, segundo o IBGE
Taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,8% no trimestre encerrado em abril, segundo o IBGE
Foto: Nilton Fukuda/Estadão / Estadão

A mediana do mercado, medida pelo Projeções Broadcast, indicava recuo da taxa de desemprego a 5,9% no trimestre móvel encerrado em abril, ante 6,1% no trimestre móvel encerrado em março. As projeções variavam de 5,8% a 6,2%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.732,00 no trimestre encerrado em abril. O resultado representa alta de 5,3% em relação ao mesmo trimestre de 2025.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 377 bilhões no trimestre encerrado em abril, alta de 6,5% ante igual período do ano passado.

A massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 22,901 bilhões no período de um ano, para R$ 377 bilhões, uma alta de 6,5% no trimestre encerrado em abril ante o trimestre terminado em abril de 2025. Na comparação com o trimestre terminado em janeiro, a massa de renda real ficou estável, com R$ 75 milhões a menos.

Estadão
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