Parada LGBT+ perde patrocínio e impacto na economia de SP deve cair R$ 82,3 milhões
Associação Comercial de São Paulo diz que redução não impacta a relevância do evento para a capital
A 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo deverá movimentar cerca de R$ 466,2 milhões na economia da capital paulista, segundo estimativa Associação Comercial de São Paulo (ACSP), o que representa cerca de R$ 82,3 milhões a menos nos cofres da capital.
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O valor representa uma queda de 15% em relação ao ano passado, quando o evento movimentou aproximadamente R$ 548,5 milhões. Mesmo comemorando uma edição histórica, a Parada LGBT+ conta com menos patrocínio do que no ano anterior.
Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, explica que essa diminuição será diretamente motivada por esse cenário. No entanto, o especialista destaca que a queda não reduz a importância do evento para a capital.
"Embora menor, a movimentação financeira permanece relevante para a cidade, especialmente para os setores de bares, restaurantes, hotelaria, turismo, transporte, comércio informal e venda de adereços, historicamente favorecidos pelo aumento do fluxo de visitantes na região central da capital", explica.
O presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo (APOLGBT-SP), Nelson Matias, já havia alertado que o patrocínio do evento caiu 60% entre 2025 e 2026, com a saída de parceiras multinacionais.
Pabllo Vittar, Melody, Pepita, Urias e Gloria Groove estão entre os shows confirmados na 30ª edição da Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, que será realizada no dia 7 de junho, na Avenida Paulista, a partir das 10h.
O tema para esta edição tem como foco as eleições: "A rua convoca, a urna confirma". O público também poderá conferir as apresentações de Diego Martins, Jup do Bairro, Boombeat, Isma, Katy da Voz e As Abusadas, Dornelles, MC Trans, MC Soffia e Thiago Pantaleão.
Organizada pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP), a Parada SP contará com 14 trios elétricos reunindo artistas, DJs, coletivos culturais, ativistas, organizações sociais e marcas parceiras, como Amstel, L'Oreal no Brasil e Philip Morris Brasil.
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