Conversas com China tinham um senso de respeito e ênfase em 'seguir em frente', diz Bessent
Secretário do Tesouro dos EUA destaca tom positivo nas negociações com a China
O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que as conversas com representantes da China, que aconteceram neste fim de semana na Suíça, tiveram um "senso de respeito e ênfase em 'seguir em frente'", em entrevista para a CNBC TV, nesta segunda-feira, 12.
De acordo com o americano, o presidente Donald Trump "aplicará qualquer acordo alcançado", e é possível que aconteçam novas reuniões nas próximas semanas.
"Os dois lados nas negociações se concentraram em interesses compartilhados. Veremos o que podemos fazer para trabalhar nas barreiras não tarifárias durante a pausa de 90 dias", disse.
De acordo com Bessent, os EUA vão proteger as indústrias de aço, semicondutores e medicamentos selecionados, e as negociações com os chineses são para "evitar soluções alternativas por meio de remessas da China para os EUA por meio de outros países".
Para a questão do fentanil, o secretário afirmou que houve uma discussão de como as duas potências poderiam trabalhar juntas na questão e que agora a China "está séria" sobre interromper o fluxo de fentanil para os EUA.
Novo patamar
Bessent afirmou que "é implausível" que as tarifas sobre a China caiam abaixo de 10%, em entrevista para a Bloomberg TV, nesta segunda-feira, após negociações com representantes chineses na Suíça, neste fim de semana. Segundo o representante americano, agora há um processo em vigor para evitar a escalada da segunda maior potência global.
"Queremos que a China impulsione o consumo e abra seu mercado. Se preciso, podemos sempre voltar para o nível de tarifas de 2 de abril", disse. "Podemos tirar as tarifas de fentanil, mas isso precisa de ações pelos chineses", acrescentou.
Bessent acredita que, antes de um encontro, acontecerá uma ligação por telefone entre o presidente americano, Donald Trump, e o presidente chinês, Xi Jinping, o que pode acontecer "nas próximas semanas ou meses".
O secretário, que está envolvido na maioria das negociações com países da Ásia, como Japão, Coreia do Sul e Vietnã, espera que a maior parte das questões comerciais e tarifárias seja resolvida até o fim do ano.