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Citi vê efeito limitado em lucros de bancos brasileiros em 2026 com antecipação de contribuições ao FGC

20 fev 2026 - 09h21
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Analistas do Citi veem um impacto potencial limitado ‌nos lucros dos principais bancos brasileiros em 2026 em razão de mudanças no arcabouço de financiamento do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), após a liquidação do Banco Master e seus desdobramentos drenarem uma parte relevante do caixa do FGC.

De acordo com Gustavo Schroden e equipe, o mecanismo ⁠central da revisão envolve um adiantamento de capital e uma sobretaxa operacional ‌recorrente.

Eles citaram em relatório a clientes a obrigação dos bancos de adiantar 84 meses de suas contribuições ordinárias (1 ponto básico dos depósitos ‌elegíveis), em um processo que pode incluir ‌um adiantamento imediato de 60 meses em 2026 e adiantamentos ⁠de 12 meses em 2027 e 2028, bem como apontaram uma contribuição extraordinária de 6 pontos básicos ao ano.

No cálculo sobre os efeitos, os analistas assumiram 100% do CDI como custo de oportunidade para os bancos. A amostra incluiu Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil, Santander ‌Brasil, Nubank, Banco Inter e ABC Brasil.

"Vemos impactos limitados para o nosso ‌universo de cobertura, variando ⁠de 0,4% do ⁠lucro -- Nubank -- a cerca de 1,9% -- Banco do Brasil. Em termos de capital de ⁠Nível 1, o impacto parece ‌moderado, em torno de 8 ‌pontos básicos do índice do quarto trimestre de 2025".

Schroden e equipe também ponderaram que, para BB, Itaú e Nubank, as estimativas podem estar superestimadas, pois foram utilizados todos os depósitos, incluindo operações ⁠fora do Brasil, nos cálculos.

Após o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovar as mudanças no estatuto do FGC em janeiro, concedendo poder para ajustar as alíquotas de contribuição e determinar adiantamentos, a próxima fase, segundo o Citi, envolve a formalização pelo ‌Banco Central do cronograma de parcelamento do adiantamento de 60 meses.

Eles avaliam que esse movimento pode ocorrer entre março e maio.

"Dada a natureza ⁠extraordinária da situação, o fato de que alguns bancos têm espaço de capital limitado e que as provisões teriam ponderação de risco de 100%, não descartamos a possibilidade de o BCB conceder uma dispensa (waiver) da contribuição", ponderaram.

De acordo com os analistas, por meio da Febraban, os bancos também estão negociando ativamente com o BC para permitir o uso de depósitos compulsórios no financiamento desses adiantamentos ao FGC.

"Como os compulsórios já são ativos não remunerados mantidos no BC, seu redirecionamento poderia reduzir os custos de oportunidade para os bancos. Espera-se que as instituições acelerem iniciativas de eficiência e eventualmente reprecifiquem o crédito para preservar suas metas de ROE."

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