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Crescimento econômico dos EUA desacelera mais do que o esperado no 4º trimestre de 2025

20 fev 2026 - 10h45
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O crescimento econômico dos Estados ‌Unidos desacelerou mais do que o esperado no quarto trimestre de 2025 em meio a problemas causados pela paralisação do governo no ano passado e uma moderação nos gastos do consumidor, mas cortes de impostos e investimentos em inteligência artificial devem sustentar a atividade neste ano.

O Produto Interno ⁠Bruto (PIB) cresceu a uma taxa anualizada de 1,4% no último trimestre, informou ‌o Escritório de Análises Econômicas do Departamento de Comércio em sua estimativa preliminar do PIB do quarto trimestre nesta sexta-feira.

Economistas consultados pela Reuters ‌previam uma expansão de 3,0%. A pesquisa, ‌no entanto, foi concluída antes dos dados divulgados na quinta-feira que ⁠mostraram que o déficit comercial atingiu o maior nível em cinco meses em dezembro.

A economia cresceu a um ritmo de 4,4% no terceiro trimestre. O Escritório Orçamentário do Congresso, órgão apartidário, estimou que a paralisação do governo reduziria em 1,5 ponto percentual o PIB do quarto trimestre, devido ‌à diminuição dos serviços prestados pelos funcionários federais, à redução dos gastos ‌federais com bens e ⁠serviços e à ⁠redução temporária dos benefícios do Programa de Assistência Nutricional Suplementar.

O escritório de orçamento previu ⁠que a maior parte da produção ‌perdida acabaria sendo recuperada, ‌embora entre US$7 bilhões e US$14 bilhões não sejam.

Antes da divulgação do relatório, o presidente Donald Trump postou nas redes sociais que "a paralisação custou aos EUA pelo menos dois pontos no PIB. É por ⁠isso que eles estão fazendo isso, em versão miniatura, novamente. Sem paralisações! Além disso, TAXA DE JUROS MENOR".

O relatório, que foi adiado pelo fechamento recorde do governo de 43 dias, destacou uma expansão econômica sem criação de empregos, bem como ‌uma economia em forma de "K", na qual as famílias de renda mais alta estão indo bem, enquanto os consumidores de renda mais baixa estão ⁠enfrentando dificuldades em meio à inflação elevada causada pelas tarifas de importação e à estagnação do crescimento dos salários.

Essas condições criaram o que os economistas e os oponentes de Trump chamam de crise de acessibilidade. Apenas 181.000 empregos foram criados no ano passado, o menor número com exceção da pandemia desde a Grande Recessão de 2009, e uma queda em relação aos 1,459 milhão em 2024.

O crescimento dos gastos do consumidor enfraqueceu em relação ao ritmo acelerado de 3,5% do terceiro trimestre. Economistas afirmam que os gastos têm sido impulsionados principalmente pelas famílias de renda mais alta e têm ocorrido às custas da poupança, já que a inflação corroeu o poder de compra.

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